quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Livros: Vidas secas, Memórias póstumas e Viagens da minha terra. A literatura sobre miséria, morte e o amor

          Qual é a melhor forma de definirmos um clássico? De acordo com o Pondé, professor de filosofia da PUC e da FAAP, um clássico não é um livro pra você saber o que vai acontecer. Um clássico é um livro que você ler para saber quem é você. Creio que está seja a melhor forma de explicar esses três livros Vidas secas, de Graciliano Ramos, Memórias Póstumas de Brás Cubas e Viagens á minha terra de Almeida Garrett.
          E porque estes livros são clássicos? Bom, não é somente por estarem na lista da fuvest, mas por fazerem reflexões profundas sobre a sociedade da época. A começar por aquele livro que todo o brasileiro já leu (ou deveria) no ensino médio, Vidas secas de Graciliano Ramos.
          Vidas secas narra a história de Fabiano, Sinha Vitória, seus filhos e sua cachorra baleia na seca do nordeste. A leitura é fácil mas nenhum pouco confortante, pois mostra a vida árdua que a seca pode trazer para as pessoas. Logo no começo do livro uma cena chama atenção, ao caminhar pelo sertão um dos filhos de Fabiano cai no chão e não consegue mais andar. Fabiano pensa, pensa chega até cogitar matar o menino, mas o sua compaixão não deixa. Em outra cena, logo no segundo capitulo Fabiano lambe o fucinho de baleia ensanguentado após ela capturar um preá. O que mostra como a fome fere um individuo.
          Um dos processos mais comuns do livro é  chamado de zoomorfização. Trata-se do processo de um ser humano se tornar um animal selvagem (não literalmente claro). Pois bem, em determinada parte do livro Fabiano encontra-se enlouquecido, falando sozinho o que mostra que com a seca e a fome seu juízo passa a ser alterado.
           A ideia do autor é mostrar o que a miséria pode fazer com um ser humano. Fora do ambiente social, cultural, religioso somos o apenas animais e podemos, ao ignorar as regras morais que sustentam a sociedade, agir como animais caçando preás.
          No entanto existe uma caraterística que o autor destaca que vale a pena observar. Mesmo diante da fome, da miséria, Fabiano se encontra em diversos momentos do livros em dilemas morais e se mostra um homem honrado e honesto. Em momentos em que poderia se vingar. Por exemplo quando encontrou o soldado amarelo no sertão perdido e lhe ensinou o caminho. O mesmo soldado que o havia humilhado alguns dias atrás.
          Por fim, Vidas secas é um clássico pois mostra o ser humano de um forma diferente e denúncia os problemas sociais que haviam naquela época ( e infelizmente até hoje).
          E memórias póstumas de Brás Cubas? Porque seria um clássico? É claro, Machado de Assis será eternamente um dos maiores escritores brasileiro. Mas o que será que ele queria dizer na história de Brás Cubas.
          Ao analisarmos a história do livro vemos apenas um cara contando sua vida sem muitos momentos grandiosos, varias e varias decepções nos campos da politica e do amor. Mas que devida um tradição de berço teve uma vida relativamente boa. Esqueci de citar o principal do livro, Brás Cubas conta a história após sua MORTE. A morte, a ultima hora, "cumprir sua sentença, encontrar com o único mal irremediável, aquele que une tudo o que é vivo em um só rebanho de condenados, pois tudo o que vivo morre" (Ariano Suassuna) Pois é, ai está a grande reflexão do livro.
          Ele não conta a história de um grande inventor, cientista, jogador de futebol, politico ladrão, não apenas a história de um cidadão comum, como esses que encontramos todos os dias, como nós, tentando a cada dia melhorar e quem sabe marcar a história. Assim como Brás Cubas fez ao tentar criar seu produto de mercado (que acabou não dando certo).
          Apesar de grande parte do livro se focar no romance entre Brás e Virginia e na sua carreira de deputado, o livro mostra que isto não tem significado. Pense bem o final da história já havia sido contado no começo. O que mostra a fragilidade da existência humana em uma sociedade desigual, a qual é retratada no livro e imoral representado no romance de amantes entre Brás e Virginia. Tudo isto acabando no caixão.
          Saindo do Brasil e chegando junto com Dom João I ou IV em Portugal para a guerra entre Miguelistas e Liberais na qual Almeida ops! Carlos lutos no romance Viagens à minha terra.
          Neste livro, outro clássico, Garrett nos mostra a raiz do romantismo Português. O livro conta a viagem do autor de Lisboa até Santarém, passando por diversas digressões.
Digressões são mudanças no assunto do livro propositalmente para contar uma história ou descrever algo. O autor faz uso dessas ferramentes diversas vezes no livro, por isso o livro é chamado de viagens a minha terra no plural, pois ele ao narrar a viagem até Santarém faz diversas viagens em outras histórias.
          Entre essas viagens está a história da menina Joaninha e seu amor por Carlos seu primo. Diversos fatores podem ser notados pelo leitor. Dentre eles a tendência liberal do autor,as mudanças, ora primeira ora terceira pessoa na narração, e o principal o amor entre os personagens. Em uma parte interessante da história, Garrett lê as cartas que Carlos escreve para Joaninha. Nas cartas Carlos descreve sua visão de amor à uma mulher. Para ele existem mulheres que você admira, deseja e outras que você ama. Dai podemos pensar, sabemos porque admiramos uma pessoas, sabemos porque desejamos uma pessoa, mas e porque amamos? Possivelmente, ao ler o final do livro nem o autor sabe explicar.
          Recomendo leia! na verdade leias os três e assim como disse Pondé, "Se você ler e não gostar de um clássico o problema está em você, nunca no clássico!



Biografia de Graciliano Ramos http://www.releituras.com/graciramos_bio.asp
Biografia de Machado De Assis http://www.releituras.com/machadodeassis_bio.asp
Biografia de Almeida Garrett http://educacao.globo.com/literatura/assunto/autores/almeida-garrett.html

Como os livros estão em domínio público aqui estão edições em PDF

http://porvir.org/wp-content/uploads/2013/09/viagens-na-minha-terra.pdf  Viagens na Minha Terra
http://machado.mec.gov.br/images/stories/pdf/romance/marm05.pdf Memórias Póstumas de Brás Cubas
http://www.lettere.uniroma1.it/sites/default/files/528/GRACILIANO-RAMOS-Vidas-secas-livro-completo.pdf Vidas Secas

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Livros: Inferno e simbolo perdido

Dan Brown é um dos mais famosos escritores da atualidade. Não atoa, dois de seus livros já viraram filme.O código da Vinci e O anjos e demônios respectivamente. Mas neste post, gostaria de falar sobre outras duas obras do autor, Inferno e O simbolo Perdido. 
Inferno
Descrição
Neste novo e fascinante thriller Dan Brown retoma a mistura magistral de história, arte, códigos e símbolos que o consagrou em O código Da Vinci, Anjos e demônios e O símbolo perdido e faz de Inferno sua aposta mais alta até o momento.
Comentário. O livro abre com uma frase genial "Os lugares mais sombrios do inferno estão reservados à aqueles que se mantiveram neutros em tempos de crise moral."  Com essa abertura o livro conta a aventura de Robert Langdon, professor de Harvard pela Itália. Tudo começa com um mistério, Langdon chega em hospital dizendo frases estranhas, machucado e desmaia. Após algum tempo, acorda em uma cama de hospital e conhece a Dr. Sienna Brooks. Logo no inicio o livro entra em uma cena de perseguição onde Sienna e Langdon tem que fugir do hospital as pressas. 
No decorrer do livro Dan Brown nos faz refletir a respeito da frase inicial do livro. Nos mostra uma grave problema da atualidade e os possíveis problemas futuros. 
O simbolo perdido
Descrição 
Em "O Símbolo Perdido", o célebre professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo.
Comentário. Discordando de muitos fans de Dan Brown digo que este é o melhor livro do autor. Neste livro que tem como cenário os Estados Unidos, em especial Washington a capital, Podemos conhecer um pouco sobre os pais fundadores dos EUA e os mistérios da maçonaria. Em uma parte do livro, quando Langdon questionado sobre a maçonaria e os mitos que lhe cerca,até por ser uma religião discreta e com seguidores reservados surgiu diversas histórias à respeito do assunto. Mas nessa palestra Langdon responde com naturalidade mostrando que a maçonaria é uma religião como todas as outras. Que assim como o catolicismo tem crucifixo, no judaísmo a circuncisão, no budismo a meditação etc, na maçonaria também conta com seus rituais e crenças.
Enfim voltando ao livro. Langdon encontra um dos meus favoritos vilões de livros na história. mal'akh o homem careca com um passado sombrio e o corpo todo tatuado (não vou falar mais para não dar spoilers) . Uma história fascinante, vale a pena.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Livro: Um lugar chamado liberdade

Acabo de ler o excelente livro "Um lugar chamado liberdade" do escritor Ken Follet. Segue abaixo a resenha:
Desde pequeno, Mack McAsh foi obrigado a trabalhar nas minas de carvão da família Jamisson e sempre ansiou por escapar. Porém, o sistema de escravidão na Escócia não possui brechas e a mínima infração é punida severamente. Sem perspectivas, ele se vê sozinho em seus ousados ideais libertários.

Comentários:
A história é contagiante, apesar de longo certamente você, leitor, irá finalizar rapidamente. Mistura uma série de conflitos que nos faz pensar sobre diversos assuntos que vão desde a sociedade até o romance. No romance o livro aborda de forma madura a relação conturbada de Lizzie, McAsh, os Jamisson e outros personagens secundários mas surpreendentes como Cora e Peg. Mostra as pessoas como realmente são, sem máscaras, fantasias ou personificações de um "ser humano ideal", o livro aborda pessoas comuns com defeitos, desejos, ambições, maldades e interesses pessoais. No campo social o livro nos mostra (ao menos para mim) o quão difícil foi a conquista por liberdade na história da humanidade. Apesar de tratar apenas da época em que os Estados Unidos era colônia e a escravidão era comum ao redor do mundo, o livro, nos faz ver como era difícil a vida sem a liberdade e sem poder recorrer as leis de uma sociedade democrática (Leia o livro e isto ficará evidente diversas vezes).

Vale ressaltar: O final é incrível!


terça-feira, 25 de agosto de 2015

A culpa é da vitima?

Diversos casos de estrupo, infelizmente, ocorrem no Brasil diariamente. Diante disso a frase “ela mereceu” já foi diversas vezes mencionada em comentários quando casos de abusos sexuais contra mulheres ocorrem. Tal afirmação tenta transferir a responsabilidade de um crime, por incrível que pareça, à vítima. Essa alegação é perversa, pois abre espaço para inversões de princípios, além de, no fundo, ser uma tentativa de coibir a liberdade individual conquistada por anos de luta.
            A vítima de um estrupo além de lidar com o trauma e todas as dificuldades que decorrem do ataque, se encontra muitas vezes diante de opiniões absurdas. Frases como “mereceu” ou “quem mandou andar com esta roupa” demonstram uma tentativa de inverter princípios, colocando a culpa do crime na vítima e isentando o verdadeiro inimigo o estuprador. A mulher tem toda a liberdade de andar com que roupa desejar e caso seja atacada não será culpada, será vítima. Ela não iniciou nenhum ato violento, não atacou ninguém e não obrigada a se moldar diante de uma sociedade de problemas, mas os problemas da sociedade devem ser resolvidos para garantir liberdade total aos indivíduos.
            A liberdade é uma das maiores conquistas da história da humanidade. Logo quando pessoas sugerem a restrição de liberdades individuais garantidas em nossa civilização, esta pessoa está contra a civilização. Com isso, sugerir o que as mulheres devem ou não vestir é um ataque á anos de revolução francesa, iluminismo, independência e todo processo civilizatório. Quando crimes contra mulheres ocorrem, o problema não está nos anos de desenvolvimento social ou nas mulheres e sim em indivíduos que não respeitam a liberdade de outras pessoas.
            A falha lógica no argumento de culpar a vítima está em uma simples análise social. Se andar com roupas curtas “causa” o estrupo, como muitos alegam, então porque países onde as mulheres, por questões religiosas ou culturais, usam roupas que escondem o corpo inteiro são atacadas? A resposta está no fato de que o problema não está na vítima está no agressor.

            Sendo assim a ideia de culpar a vítima por crimes cometidos contra ela deve ser extinta, pois fere a liberdade individual, fere os princípios básicos que sustentam a civilização na qual vivemos. Tal alegação não se sustenta em estudos aprofundados de outros países. Para às mulheres nossa civilização garante à liberdade, para ogros que ousem ataca-las, esta mesma civilização lhes garante a prisão.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Do novo mundo ao planeta vermelho!

Uma star up holandesa está desenvolvendo um projeto chamado Mars one. O objetivo do projeto é colonizar o planeta vermelho, enviando pessoas para uma viajem só de ida. A start up conta com o apoios de milhares de pessoas e empresas. O projeto é ousado, mas emocionante, resgata o sentimento aventureiro do ser humano, que ao lado da ciência e da tecnologia produziu, produz e produzirá grandes avanços para a humanidade.
            A curiosidade e o espirito aventureiro sempre estiveram enraizados nos sentimentos humanos. E foi este sentimento o responsável por guiar o ser humano a sair das cavernas, enfrentar animais selvagens, desbravar selvas e enfrentar os “monstros” dos mares. Caso contrário, se fossemos tomados por um sentimento covarde e extremamente desinteressado nunca teríamos realizado tantas conquistas em nossa história. Um exemplo disto foram as grandes navegações onde o homem enfrentava o desconhecido em busca de novas terras e especiarias.
            Desde a conquista lunar em 1969, os estudos aeroespaciais vem se desenvolvendo em largos passos. Já foram encontrados diversos planetas possivelmente habitáveis, já saímos do sistema solar e já se fotografou com exatidão a superfície de plutão. Esses avanços são extremamente importantes para a humanidade, pois são com esses projetos que se torna possível a descoberta de novas tecnologias. Como por exemplo o GPS, lentes de óculos resistentes à arranhões, termômetros auriculares, espuma visco elástica entre outros diversos produtos que surgiram devido á pesquisa espacial.
Sendo assim a curiosidade humana e o desenvolvimento cientifico aliados provocam grandes avanços para todos. Tanto em novas tecnologias, quanto na hora de saciar nossas curiosidades em relação aos outros planetas assim como, antigamente se saciou o desejo de desafiar o Leviatã. 

sábado, 15 de agosto de 2015

As redes sociais nas ruas

Nos últimos anos, as redes sociais tem sido usadas como meio de ativismo político e social. Com isso, é notável, diversos avanços nos processos democráticos do Brasil e no mundo, pois as redes sociais democratizam ideias que antes ficavam no controle da mídia ou do governo. Portanto as redes sociais conseguem transformar denúncias da população em algo grandioso, graças ao poder de alcance e influência das redes.
            Debater ideias, discutir princípios são atitudes extremamente importantes para se consolidar uma democracia. Assim como na antiga Atenas, na Ágora era comum a população debater política, sociedade, filosofia, hoje as redes sociais em número crescente vem atraindo jovens para realizar debates, que por mais superficial que uma possam ser, ainda obriga a população a debater ideias e sair do famigerado “senso comum”. Um exemplo disto foi a primavera Árabe que, por meio das redes sociais, moveu milhares de pessoas nas ruas para protestar contra as ditaduras que á anos se mantinham no poder. Isso só ocorreu porque Facebook, Twitter começou a ser usado para expor opiniões e mostrar os absurdos realizados pelo governo.
            Outro ponto importante de se avaliar ao analisar as novas redes sociais é o fato de uma denúncia de um indivíduo ter mais poder de alcance. Antigamente uma denúncia contra um governante poderia ser muito bem maquiada e ignorada pela população. Isso foi uma arma de governos opressores contra a população em diversos períodos históricos seja na ditadura militar do Brasil, no Fascismo, no Nazismo, no Socialismo enfim, governos autoritários sempre usaram da repressão contra o povo. Mas hoje em dia o governo ou governante pode ser atacado, criticado e até ridicularizado por qualquer um. No Brasil, atualmente diversos grupos como “Revoltados online”, “Movimento Brasil Livre” e “Movimento Vem pra rua” se organizaram nas redes para criticar e marcar protestos contra o governo.

            Portanto as redes sociais representam um grande avanço na democracia, pois possibilita que a voz de um indivíduo seja ouvida por todos, possibilita que uma ideia que era esquecida fosse novamente debatida e coloca em xeque o poder autoritário. Tendo isto em vista, os debates, os diálogos, as trocas de opiniões e até as discussões, são sempre bem vindas e importantes para um avanço tanto para democracia quanto para a sociedade. Afinal como falava Sócrates “uma vida que não se questiona, não vale a pena ser vivida”.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A educação no Brasil e a militarização das escolas públicas

A educação pública no Brasil passa por grandes dificuldades. Isto não é somente um problema atual, é um problema desde a colonização do Brasil. Nunca tivemos um sistema de educação exemplar como de países desenvolvidos como Finlândia, Japão, Suécia, Holanda, França, Israel entre outros. O Brasil se encontra na 32º posição atrás de Chile, Turquia e Portugal. Tendo isto em mente fica a questão. Quem é o culpado pela péssima educação no pais?
Apontar o dedo em um governante é fácil e não ajuda nada para o debate, porém retirar a responsabilidade estatal também é imprudência. Podemos citar algumas causas, dentre elas a mais “clichê” a corrupção. O Brasil investe 6,1% do PIB em educação. Existe, inclusive um programa chamado Fundeb que envia verbas para escolas públicas do Brasil. Mesmo assim os números são alarmantes, somente 44% das escolas tem água encanada e menos de 1% estão no padrão ideal de ensino. Ou seja, se tem verba, para onde está indo este dinheiro? Já foi investigado um caso interessante no interior da Bahia. O prefeito, pasmem, foi filmado recebendo dinheiro desviado de merendas escolares! Casos como esses podem ocorrer em qualquer lugar do Brasil devido ao tamanho do estado brasileiro, a falta de fiscalização e a falta de punição para os corruptos abre brecha para casos absurdos.
Vale lembrar que não é de hoje que o Brasil está indo mal em educação. Como explica Arnaldo Jabor em comentário no jornal da Globo. “Porque será que a educação é tão ruim no Brasil? o que foi? foi um desejo, desde a colônia portuguesa, pois ela não queria que nós crescêssemos intelectualmente. Até o século 19 era proibido publicar livros sem o ‘carimbo’ da igreja e do estado” Diz Jabor
O famigerado processo de doutrinação ideológica feita por alguns professores também atrapalha. Muitos professores da rede pública usam do espaço da aula para colocar suas próprias ideologias no gosto dos alunos. Ao invés de ensinar as matérias de humanas, impõem para os alunos uma posição ideológica própria. Como resultado disso temos jovens que levantam bandeiras sem conhecer o real significado da mesma, mas que não sabem resolver a lei dos cossenos.
Diante deste cenário surge uma proposta de mudança. A militarização das escolas públicas. Foi o que ocorreu em algumas escolas em Manaus e em Goiás. Devido ao alto grau de violência a polícia militar assumiu o lugar de diretor da escola. Com a militarização os alunos são obrigados a usar uniforme militar, cantar o hino nacional, se comportar como se estivessem no exército etc. De fato o número de acidentes acabou e as notas do alunos melhoraram muito. Mas será que está é a melhor opção? Não
Em todas as reportagens em que se mostrava as escolas militarizadas os policias andavam armados pela escola, no intuito de proteger os alunos de uma invasão. No entanto isto tem um lado negativo. A postura de autoridade do policial coíbe a proliferação de debates e divergências de ideias. Afinal, ninguém questiona o policial, os alunos vem suas individualidades sendo deturpadas, pois a individualidade depende da proliferação múltipla de ideias e ninguém propõe nada em um ambiente hostil.
Outro ponto negativo é a questão do preço da escola militarizadas. Pois para manter uma escola com este porte é necessário retirar um policial das ruas e colocá-lo em ambiente que não é o dele. Isso sem falar de uniformes e infraestrutura. Para tanto é necessário enviar verba e mais uma vez está aberta a vaga para a corrupção. Ninguém garante que uma escola só por ser militar não possa ter desvios de dinheiro. Pessoas corruptas estão em toda a parte.
Vale lembrar que a função da escola é ensinar, seja português, matemática, geografia, história, física, química, biologia esta é a função da escola. Mas será que uma escola militarizada consegue ser eficaz com relação a isto?  De acordo com os números sim, as notas dos alunos de fato melhoraram na tutela dos militares. Mas existe uma diferença entre aprender e passar em uma prova. Para aprender você aprende aquilo que você vê interesse não naquilo que te obrigam a estudar só pra “passar na prova”. Um aluno pode ser ótimo em história e não ter aptidão para química, um escola deveria compreender isto. Infelizmente este problema se encontra nas escolas atuais e nas militarizadas.
Outra questão relevante a se avaliar quando se trata de militarização de escolas é que, sendo a escola o local de base para o desenvolvimento dos indivíduos podemos concluir que é da escola que sairão os futuros adultos. (Óbvio) Com isso um geração de alunos que se formam em escolas militarizadas são jovens que sabem acima de tudo obedecer, afinal esse é um dos princípios das escolas militares. Acontece que nem sempre pessoas que só sabem seguir regras é o mais correto. Vale lembrar que soldados nazistas só seguiam regras. Ou seja não adianta as pessoas apenas seguirem regras, elas também devem saber questiona-las. Quem dizia isto era Locke, filósofo iluminista, segundo ele se a lei de uma sociedade era injusta, a população deveria protestar contra ela. Será que jovens que se formam em ambientes com regras tão rígidas e sem espaço para o saudável confronte de ideias terão essa consciência?
Mas afinal o que realmente pode ajudar a melhorar a educação no Brasil? A curto prazo a redução de impostos para as escolas privadas já ajudaria bastante. Escolas privadas pagam uma fortuna em impostos o que faz com que a mensalidade das mesmas sejam caras, impossibilitando a livre concorrência e que os pobres possam usa-las. Na maioria dos casos a melhor forma do governo “democratizar” algo é simplesmente parando de interferir.
PS. É claro que apenas a redução não resolverá todos os problemas é apenas um começo. Mas, sim existem mais projetos a serem debatidos. 

https://www.youtube.com/watch?v=ZdjpuqinZk8 Reportagem CQC sobre escola militarizada em Manaus
https://www.youtube.com/watch?v=Goo6Tu-DZZk Reportagem antiga do CQC sobre desvio de dinheiro de escola pública
https://www.youtube.com/watch?v=tzxDth0wdEw “Escola do Piauí, reportagem do Estadão”
https://www.youtube.com/watch?v=uighWu0g6Z4 “A diferença entre escolas e educação’
https://www.youtube.com/watch?v=o8vRbna0wmM Comentário de Arnaldo Jabor

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Pré conceito, sua origem e sua cura

Os preconceitos, sejam raciais, religiosos, sociais dentre outros são um reflexo do pensamento coletivista. Pensamento este, que divide as pessoas em grupos e descriminam outros que pertence a outro grupo, ignorando as características individuais de cada um.
Ao analisar ditaduras racistas como o nazismo, totalitária como a ditadura de Saddam Hussein é possível perceber porque o coletivismo gera racismo. Em ambos os casos a população foi dividida em grupos, no nazismo devido ao nacionalidade, na ditadura de Saddam devido a religião. Os nazistas enxergavam aqueles que eram de outras nacionalidades como inferiores, assim como os sunitas com Saddam contra os xiitas.
Uma pessoa não pode ser avaliada de acordo com características tão superficiais como cor de pele, orientação sexual, aparência física, classe social ou credo religioso pois estas características não dizem nada a respeito do caráter do indivíduo. O carácter, a ética, a moral são os critérios que devem ser usados para analisar um indivíduo. Pois somente isto pode dizer com precisão as condutas de cada um. Um homem mal é mal independente de qual grupo ele esteja associado.

Para combater preconceitos atuais é necessário observar como preconceitos antigos foram quebrados. Um exemplo disto é o combate ao racismo nos Estados Unidos. Por incrível que pareça a melhor forma de combater o preconceito foi a liberdade de expressão tanto dos racistas quanto das vítimas. A liberdade de expressão permite que aqueles que tem o pensamento coletivista, portanto racista possam expressar seus pontos de vista e as vítimas ou qualquer um que é contra o racismo refutem esse pensamento. Porém para que exista esse debate ambos precisam se expressar. Portanto somente a liberdade de expressão, o debate pode mudar a forma de pensar dos preconceituosos.

Ayn Rand sobre racismo https://www.youtube.com/watch?v=MdeI9NfbfT8

domingo, 26 de julho de 2015

História e filosofia de um ponto de vista politicamente incorreto

“Índios mataram mais índios do que os portugueses”, “Santos Dumont não inventou o avião”, “ex-escravos também compravam escravos após receber as alforrias (inclusive zumbi do palmares)”, “Che Guevara não é nenhum herói, ao contrário, matou pessoas e destruí a economia cubana”,” vários índios comemoraram a conquista dos espanhóis” ,“A argentina sofreu influência nazista” “As fronteiras deixadas pela Europa nas ex-colônias não é a principal razão da pobreza na África” “A revolução industrial foi responsável por melhorar a condição de vida das pessoas”, “Sinto de castidade nada mais é do que mais um mito da idade média”, “A praga do politicamente correto é uma mistura de covardia, informação falsa e preocupação da imagem”, “o mundo sempre foi mau e continuará a ser, porque ele é fruto do comportamento humano, que parece ter pressupostos naturais", ”a maioria de nós somos irrelevantes”, “os samurais não foram tão corretos quanto pregam” e “o comunismo só gerou desastres e não pode ser levado a sério”.
Essas alegações são explicadas em quatro excelentes livros. Guia politicamente incorreto da história do Brasil, Guia politicamente incorreto da história da américa latina, Guia politicamente incorreto da história do mundo e Guia politicamente incorreto da história da filosofia. Os três primeiros foram escritos por Leandro Narloch, colunista da revista Veja, (Guia politicamente incorreto da história da américa latina teve o auxílio de Duda Teixeira) e o ultimo respectivamente foi escrito pelo filósofo Luiz Felipe Pondé.
A ideia original desses livros é apresentar e analisar a história por uma outra visão. Ao invés de tratar todo e qualquer acontecimento na história como uma luta entre pobres e ricos, entre o europeu e o colonizado os livros mostram que as coisas não são bem assim. Mostram que não podemos ter essa visão maniqueísta da história colocando alguns como vilões e outros como heróis. Trata-se apenas de indivíduos que vão agir de acordo com seus próprios interesses, que podem ser interpretados.
Em outras palavras chega de tratar apenas de heróis e vilões e vamos enxergar pessoas normais.
É importante lembram que o livro não tenta em nenhum momento ser imparcial. Até porque é quase impossível você contar a história do mundo sem colocar uma visão pessoal. O livro tem um viés político, aliás como todo e qualquer outro livro que se pretende a analisar a história. Caso você descorde do viés você pode não gostar do livro, mas isso não muda os fatos.
Recentemente li algumas críticas com relação ao livro. Infelizmente os críticos são sempre superficiais, alegam que “o escritor (Narloch) não é historiador logo o livro não é valido”. Bom primeiro isso se chama “argumento ad hominem” se trata de atacar quem faz a alegação e não o argumento. Segundo que o autor é jornalista, a função do jornalista é justamente essa. Pegar o que está no âmbito político, acadêmico e levar ao conhecimento da população. Terceiro, muitos historiadores como o professor Marco Antônio Villa gostaram e elogiaram o livro.
Se os críticos alegassem que existem mentiras no livro, eu até poderia considerar, mas as críticas são ou pessoais ou com um viés ideológico.
Vale lembrar o fato de alguns críticos não concordarem com o ponto de vista do autor (isso pode ser debatido) não muda os fatos apresentados no livro, que possui todas as fontes a mostra para qualquer um consultar.

Recomendo fortemente os quatro livros, possuem uma linguagem fácil e tratam de diversos assuntos no âmbito político, sociológico, filosófico e é claro histórico de forma abrangente e como o próprio nome diz “politicamente incorreto”.

A importância da leitura

O hábito de ler está se perdendo dentre os jovens, muitos substituíram os livros por jogos eletrônicos, filmes ou a internet. Essa mudança de hábito gera grandes consequências, a principal é a desorientação de jovens em relação aos problemas de âmbito social, econômico e cultural.
            Por não ter o hábito de ler, os jovens não aprimoram seus conhecimentos, tendo suas opiniões articuladas apenas por meios de comunicação ou conversa cotidiana. Com a leitura os jovens podem aprimorar suas opiniões, tendo visões mais críticas do que uma simples conversa ou um telejornal pode oferecer. Em outras palavras, ler sobre os trabalhos de Jhon Locke auxilia na compreensão da função do estado na sociedade mais do que um bate papo no facebook.
            No entanto para que o hábito de ler se espalhe entre os jovens, estes devem enxergar melhor a importância da leitura. A importância de Machado de Assis para a literatura nacional, a importância de Adam Smith para a economia, a importância de Max Weber para a sociologia. Para tanto é primordial que, literatura nacional, economia, sociologia etc tenham seu papel de importância significativo para os jovens.
            Portanto a solução para o desinteresse pela leitura é a mesma solução para outros graves problemas no Brasil, o investimento em educação de base dos jovens. Proporcionar uma educação que faça os entender os clássicos da sociologia, os primórdios da filosofia, os processos históricos, a literatura e sua relação com a sociedade e com isso despertar a vontade de ler, não por obrigação, mas por entender a importância de livros, como por exemplo Machado de Assis.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

A imigração no pais dos imigrantes

Recentemente, o Brasil vive uma intensa imigração de Haitianos que chegam pelo Acre, mas com as cheias do rio madeira foram mandados para outras cidades, dentre elas São Paulo. Infelizmente alguns Haitianos vem sofrendo preconceito por algumas pessoas “ultranacionalistas”. Um preconceito estúpido, que se agrava ainda mais ao analisarmos os motivos pelos quais os Haitianos estão vindo para o Brasil e as consequências desta imigração.
Primeiramente é necessário comentar com relação aos estúpidos ataques de ódio no qual alguns “brasileiros” vem praticando com haitianos. Um exemplo recente foi um vídeo em que um boçal humilha um haitiano. O rapaz do vídeo ignora o fato de que o Brasil é um pais formado por imigrantes desde sua origem, milhares de portugueses, alemães, italianos, japoneses, africanos de diversos países, portanto a xenofobia em qualquer pais do mundo é estupido e irracional, mas no Brasil é pior! Ser xenofóbico no Brasil é como ter preconceito contra si mesmo.
É importante lembrar que uma das características mais importantes do Brasil foi o respeito que sempre tratou os imigrantes, justamente porque no exterior o pensamento ultranacionalista de Hitler, de Mussolini, de grupos como a “Jovem Turcos” que perseguiram, mataram, torturaram milhares de pessoas e os que conseguiram sobreviveram e procurar uma terra de paz, encontraram o Brasil. O pais não pode, em nenhuma hipótese, ser usado para descriminar uma pessoa.
Mais revoltante ainda se torna o ocorrido quando é analisado o motivo pelo qual os Haitianos chegaram no Brasil. Em 2010 houve um terremoto no Haiti, que deixou cerca de 316 mil mortos (inclusive alguns brasileiros, dentre esses está Zilda Arns fundadora da pastoral da criança). Um terremoto no Haiti é muito diferente de um terremoto em um pais desenvolvido como o Japão, onde dias após os tremores o pais já está reestruturado. No Haiti, mesmo com as forças de outros países para tentar diminuir os estragos o pais ainda enfrenta inúmeras dificuldades, o índice de desemprego no Haiti chegou á 90%.
É importante lembrar que o Haiti, além do terremoto é um pais miserável, na posição de 161° no IDH (Índice de desenvolvimento humano), está entre os países mais pobres do mundo e o mais pobre das américas. Nesse cenário no meio de tanta luta contra à miséria, fome, desemprego, destruição alguns Haitianos fugiram de seu pais de origem para o Brasil, que está em 85° no IDH e ao chegar são humilhados por um xenófobo. Revoltante.
Vale lembrar que nos últimos anos houve também muita imigração portuguesa no Brasil. No ano de 2012 chegaram cerca de 50 mil portugueses no Brasil, devido á grave crise econômica que a Europa está passando. Cadê os xenófobos contra os portugueses? (É uma pergunta irônica)
Algumas pessoas na internet em geral, vem fazendo algumas acusações sem sentido sobre a vinda dos Haitianos. A principal delas é que “o governo federal está trazendo os Haitianos no intuito de ganhar seus votos nas próximas eleições”. O erro na argumentação é simples: para poder votar um imigrante precisa ser naturalizado e passar 15 anos no Brasil ininterruptos. Se esse é um plano do governo para ganhar votos estão se saindo muito mal.
Agora com relação á integração desses Haitianos no Brasil. De acordo com Duval Fernandes, demógrafo, pesquisador da imigração haitiana O Brasil “não está aproveitando o capital imigratório do Haiti”. Diferente do que muita gente pensa, os Haitianos não são ignorantes, muitos são professores, médicos ou pessoas que sabem falar três, quatro idiomas. Essas pessoas poderiam estar realizando outros serviços como por exemplo tradução ou professor de Frances.
O Brasil gastou muito no programa de paz feito no Haiti. Cerca de 13 bilhões de reais foram gastos. Muitos Haitianos estão vindo para o Brasil com a esperança de encontrar o pais das oportunidades. Acontece que isso não é necessariamente verdade. O pais sofre uma grave crise econômica, que tende à se agravar nos próximos meses, a tendência de acordo com os economistas é recessão. O índice de desemprego no Brasil chegou a cerca de 6,9% essa semana e a inflação está em 7%, com problemas tão graves é bem provável que muitos haitianos fiquem sem emprego, isso piora a situação de suas famílias.
De acordo com a folha de São Paulo cerca de 80% dos haitianos que estão trabalhando aqui no Brasil enviam os seus respectivos salários para suas famílias no Haiti (sim, muitos abandonaram suas famílias para tentar ganhar a vida no Brasil), no entanto se ao chegar no Brasil encontrarem um pais com tanta dificuldade para arranjar emprego, tanto o haitiano, quanto suas famílias passaram fome.

O processo migratório é natural, tanto o Brasil, como todos os países da américa foram colonizados por imigrantes, portanto, sim os haitianos são bem vindos, porém devem entender que o Brasil passa por uma grave crise econômica. Viver no Brasil não é necessariamente viver no pais das oportunidades como os haitianos estão pensando (é claro que é melhor do que a condição de vida que eles se encontravam no Haiti). Contudo sejam bem vindos! Mas nosso pais está crise.

Veja mais:
https://www.youtube.com/watch?v=G5a3gtdnZWs Reportagem da Folha, sobre a atual situação dos haitianos no Brasil e o que eles estão achando do pais.
https://www.youtube.com/watch?v=fizjhjvJC14 Reportagem CQC, que investigou e foi atrás do sujeito que humilhou o haitiano. O cara justifica a atitude dizendo que "tudo faz parte do foro de são paulo". É engraçado que o Haiti nem faz parte do foro...
https://www.youtube.com/watch?v=1z2TsLw0uZk Comentário do canal “Xadrez Verbal”
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/01/fotos-mostram-dificil-reconstrucao-do-haiti-5-anos-depois-de-terremoto.html Fotos de 2015 do Haiti. Quando, no texto, escrevi que o Haiti ainda passa dificuldades estava me referindo à esta situação das fotos. PS. E quando um haitiano foge da miséria de seu pais para sonhar com outro ainda sofre xenofobia. Absurdo!

sábado, 18 de julho de 2015

Idosos, símbolos de experiência

Os idosos são negligenciados na sociedade brasileira, um grave problema decorrente da falta de respeito de pessoas que não entendem a importância do idoso. Um problema alarmante tendo em vista que a população idosa, de acordo com dados do IBGE, vem crescendo nos últimos anos. Com isso surge a necessidade de incentivos para que estes idosos sejam reinseridos no contexto social.
Na sociedade brasileira não são tratados com o devido respeito. A prova disto pode ser encontrado diariamente em trens, metrôs ou ônibus, pois mesmo tendo assento reservado, muitos são obrigados a ficar em pé porque jovens se recusam a se levantar. Esse tipo de desrespeito não ocorreriam em sociedades africanas por exemplo, onde o idoso é tratado como um representante de conhecimento adquirido durante toda a vida.
Com os avanços na medicina as pessoas estão vivendo mais, com isso o crescente número de idosos na sociedade é uma consequência natural, no entanto após alcançar a chamada terceira idade os idosos são simplesmente esquecidos como se fossem “pessoas improdutivas”. Na televisão o seriado “os Simpsons” ilustram essa visão com o personagem “vovô Simpsons que após envelhecer é simplesmente abandonado por seu filho em um asilo.
É necessário reverter essa situação o mais rápido possível, para isso as leis de assento reservado para idosos nos meios de transporte devem ser severamente fiscalizadas e aqueles que descumprirem, pagar multas pela falta de respeito e cidadania. A conscientização social também é necessária para enxergarmos que os idosos não podem ser esquecidos pois possuem uma imensa experiência na vida. Com relação à questão do aumento de idosos, é necessário o governo criar incentivos fiscais para empresas aceitarem contratar idosos para cargos onde não seja necessário esforço físico. Por exemplo em lanchonetes, escritórios ou atendimentos.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

A mídia na democracia

Ataques contra a mídia e a liberdade de imprensa estão sendo comuns no Brasil. Diversas pessoas acusam os meios de comunicação de ser um monopólio ou oligopólio, outros mais moderados propõem que a mídia seja palco de discussões, debates que de algum modo representa algum tema relevante na sociedade, como alguns programas vem se desenvolvendo. Porem os verdadeiros “vilões” da história não estão sendo acusados. Aqueles que realmente ataca a liberdade de imprensa são simplesmente esquecidos, por exemplo blogs que recebem dinheiro estatal.
Antes de analisar a mídia nos dias de hoje é importante lembrar um breve histórico da mídia. Tudo começa na China com a imprensa no ano de 105 da era cristã, a técnica possibilitava a criação de mais livros. A técnica foi “reinventada” porJohannes Gutenberg. Pode-se dizer que a “mídia” ou seja um método de informar a sociedade do que ocorre nas esferas políticas e acadêmicos tinha um pequeno embrião. Mas durante a revolução francesa o poder do meios de comunicação ficam mais evidentes.
Na revolução francesa, o evento que marca o início da era moderna, teve uma figura emblemática como representante da mídia. Esta figura era Marat, o jornalista do principal jornal da revolução francesa. Marat na França mostra o poder que pode ter a mídia. Com divulgações periódicas de possíveis suspeitos de conspirarem contra a revolução, Marat acusou milhares de pessoas fazendo com que essas fosse mortas na guilhotina. Ou seja a voz um cara foi responsável pela morte de milhares de pessoas.
Ao fazer uma análise da história da mídia no Brasil é possível notar como a mídia passou por um processo de evolução. Por exemplo na época do romantismo as obras eram divulgadas por meio de folhetins, o que demonstra que a mídia não tinha tanto recurso tecnológico como hoje, com isso é possível deduzir que as opiniões da população eram formadas por debates entre a própria população. Ou seja não havia interferência tão influente da mídia nas opiniões da população.
No entanto hoje a mídia está muito mais poderosa. Seu poder de alcance é notável e sua influência inegável. Hoje em dia as pessoas formam suas opiniões baseando-se no que encontra na mídia em geral. Por um lado, uma das consequências é a tendência de um grande grupo de pessoas se informarem em uma única visão na sociedade. Por outro, as pessoas podem ficar mais próximas de intelectuais que tem conhecimento e experiência para tratar de um assunto, isto depende de que tipo de mídia o indivíduo ascese. Por exemplo, alguns jornais ou revistas convidam economistas, sociólogos, filósofos entre outros para falar sobre um determinado tema. Por isto é extremamente importante consultar diversos veículos de comunicação para formar uma opinião.
E hoje em dia com relação a questão de monopólios? As acusações de que a mídia no Brasil está monopolizada não prosperam, pois monopólio significa que a mídia está na mão de uma pessoa ou família. Basta fazer uma rápida pesquisa sobre os donos dos meios de divulgação de informação, como jornais, revistas, televisão, rádio e é possível perceber que não existe um controle único da informação. Por exemplo, no mercado de revista a Veja do grupo abril lidera, nos jornais a folha de São Paulo está na frente, na televisão a globo tem mais audiência e nos rádios a rede jovem pan vence. O que determina que estes grupos estejam na frente é a qualidade de seus trabalhos que agrada ao consumidor, mas nada impede outros meios de comunicação de, por meio da livre concorrência, liderarem o mercado.
Outra crítica muito comum feita contra a mídia é o chamado “coronelismo eletrônico” (fazendo referência à época de coronelismo durante a república café com leite). Trata-se da ideia de que os donos dos meios de comunicação são apenas de alguns grupos que defenderam sempre os mesmo princípios e interesses. Logo de acordo com esta ideia somente um grupo de famílias teriam a possibilidade de divulgar informações à massa.
A refutação mais evidente da ideia de “coronelismo eletrônico” está em exemplos como de Silvio Santos que mesmo passando por dificuldades durante sua vida conseguiu construir diversas empresas e comprar uma emissora de TV. Hoje, Silvio que já foi camelô é dono do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão) e consegue transmitir informações para diversas pessoas. Este exemplo mostra que não é preciso nascer de uma família tradicional dona de grandes empresas para podermos ser donos de meios de comunicação, basta trabalhar e ser inteligente.
Outros exemplos como de sub celebridades estão surgindo a cada dia, os chamados vlogs. Pessoas que simplesmente pegam uma câmera, gravam uma opinião e divulgam na internet. O gosto do consumidor irá decidir qual vlog merece mais atenção e com isto, um receberá mais audiência do que o outro. Ou seja a internet, a tecnologia democratizou os meios de comunicação ainda mais.
Portanto não se trata de monopólio. Ao contrário a mídia está cada vez mais democratizada. Vale salientar que os meios de comunicação tem diversos fatores a ser analisado. Entre esses fatores está na possibilidade dos meios de comunicação serem usados para debates importantes na sociedade.
As mídias em geral podem ser um grande palco de discussões e debates. Durante eleições por exemplo são organizados debates para a população conhecer as opiniões pessoais de cada candidato. Além dos debates eleitorais a mídia vem proporcionando um amplo espaço para debates. Existem diversos programas que demostraram esse maior espaço para tratar de assuntos mais sérios. Alguns programas não tiveram sucesso, no entanto outros estão com audiência crescente.
Na lista de programas sem grande audiência está o programa “na moral” que tinha a proposta de fazer debates com personalidades públicas influentes sobre assuntos tidos como polêmicos. No entanto o programa não funcionou e atualmente está fora do ar. O que demonstra que um programa em formato de debate como o apresentado pode não agradar ao público.
No entanto outros programas vem fazendo um grande trabalho na divulgação de notícias, nas propostas de debates, na divulgação de livros, musicas, filmes e em explicações sobre questões judiciais, históricas e políticas. Como por exemplo o programa “os pingos nos is” que é o programa de maior audiência do rádio. O que mostra que a mídia também pode ensinar além de informar.
É claro que os meios de comunicação não são os únicos meios de formar a opinião da população. Outra forma de alavancar os debates políticos no Brasil é por meio de mudanças nos meio de aprendizagem. As escolas deveriam fomentar mais as divergências ideológicas entre os alunos, provocar debates e dissertações, porém sempre mantendo em paralelo o estudo das disciplinas de português e matemática que são essenciais.
Esses debates podem seguir o exemplo adotado por algumas escolas de economia que incentivam o aluno a pesquisar sobre um tema e propõem que cada aluno defenda um ponto de vista especifico.
Mas afinal quais são os reais problemas da mídia no Brasil? (além de ser pouco discutido) é o financiamento do governo para os chamados “blogs sujos” De acordo com o jornalista Fernando Rodrigues, um levantamento sobre o financiamento de sites e blogs por empresas estatais, mostra que empresas como correios, caixa econômica federal, banco do Brasil e Petrobrás. O "correto" seria um financiamento para blogs e sites de acordo com o tamanho da audiência de cada um, no entanto, o que se tem observado é blogs sem grande relevância receberem dinheiro das estatais. Por exemplo o blog "conversa afiada" critico do governo do PSDB recebeu 236 mil visitas em dezembro de 2013, porém o site, no mesmo ano recebeu R$600000 do governo. Outro site estranho é o de Luís Nassif, que defende programas do governo recebeu R$800000 do mesmo, isto com apenas 279 mil visitantes em dezembro de 2013.
Outro triste exemplo do atraso da mídia no Brasil é o programa “A voz do Brasil” criado na (pasmem) era da ditadura de Getúlio Vargas! E até hoje o governo usa uma hora em horário nobre no rádio para “divulgar suas informações” é claro que nada que é dito no programa é contra o governo.  Isto sim é um ataque a liberdade de imprensa, a mídia etc.

Vale lembrar que a liberdade de expressão e por consequência a liberdade de imprensa é extremamente importante para uma sociedade democrática. Nenhuma sociedade se desenvolve com mídia controlada por governo, isso é ditadura, não democracia. Na real democracia a mídia está na mão do povo, mas especificamente nas escolhas individuais de cada um. No que cada um quer ler, assistir, ouvir. Qualquer tipo de censura, regulamentação ou ataque a mídia deve ser vista com perigo. A quem interessa a censura? Se não a pessoas que querem atacar a democracia. O que a liberdade de imprensa atrapalha? A quem a liberdade de imprensa atrapalha. Vale lembrar “a palavra cão não morde”.

sábado, 11 de julho de 2015

Contra-ataque ao senso comum

Ser polêmico não é dizer absurdos, preconceitos ou propagar o ódio. Ser polêmico refere-se à uma pessoa que defende princípios, ideias, conceitos que vão contra o senso popular, também chamado de senso comum. Nesse conceito Galileu Galilei, Copérnico, Einstein, Descartes e Aristóteles foram polêmicos pois suas ideias contrariaram o pensamento comum de suas respectivas épocas. Um exemplo de sujeito polêmico foi Aristóteles que cegou a ser morto devido às suas ideias.
Por exemplo, uma pessoa que defenda pena de morte em qualquer caso. Essa pessoa não é polêmica simplesmente por defender a ideia, assim seria, caso apresentasse argumentos logicamente racionais de cunho filosófico, cientifico, sociológico ou teológico para defender suas ideias.
Ser polêmico é importante pois quebra o senso comum. Uma ideia simples e perigosa para a sociedade, que começa a ser divulgada na internet, usando argumentos fúteis, simples pode convencer multidões a segui-la. Nesses casos em que o senso popular está baseado não em argumentos sérios mas em puro charlatanismo a figura do polêmico é extremamente importante. Pois irá mostrar para sociedade os reais problemas desta ideia, que muitas vezes, pode ser difícil de ser visto pela população.
Vale lembrar que não é contrariar o senso popular que te faz ter razão, e sim ter motivos, argumentos para defender seu ponto de vista. Se algo é consenso popular e existe argumentos sérios para defender, ser polêmico não faz sentido.

Portanto ser polêmico não é “chamar atenção” é contrariar uma opinião que possivelmente pode estar equivocada, pois é construída sem um aprofundamento das questões essências para a sociedade. Alguns anos atrás um homem disse algo muito polêmico, que a terra gira em torno do sol.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Luz, câmera e educação!

O cinema é arte que está mais próxima da população. Seja em filmes, documentários, novelas o cinema consegue reproduzir denúncias, causar reflexões e até apresentar fatos históricos. No entanto a sétima arte não está sendo valorizada com a devida importância social. Isto é notável devido à ausência do cinema nas aulas escolares, pois a sociedade desconhece a real importância do cinema na educação.

            Nas escolas, ao tratar questões de sociologia como sistema carcerário por exemplo, o filme “À espera de um milagre” pode ser exibido, pois retrata um grave problema social americano. No filme um homem inocente é condenado à morte em cadeira elétrica devido à um engano. Além de emocionar o filme coloca em debate a questão da pena de morte.

            Em aulas de filosofia, ao tratar sobre a importância da família na sociedade, o filme “espangles” vem à calhar. O filme retrata uma relação conturbada entre a mãe e a filha que é narradora da história, mostrando como uma adolescente em crescimento enxerga a conturbada relação com a mãe que é divorciada. Este filme cria nos adolescentes a reflexão diante dos problemas familiares podendo até gerar uma catarse entre o aluno e a personagem.

             Aulas de história ficariam muito bem acompanhadas com diversos filmes, desde “Troia” que retrata a guerra entre gregos e troianos, o filme “os miseráveis” que retrata a situação dos pobres na França após o concilio de Niceia, o filme “Getúlio” retrata a história de um importante presidente brasileiro, o filme “a Queda” que retrata a últimas horas de Hitler no poder, ou quem sabe o filme “Tempos modernos” estrelado por Charles Chaplin que mostra a situação dos trabalhadores ingleses após a revolução industrial e o êxodo rural.


            Portanto o cinema pode ser usado na educação de jovens, basta que a sociedade entenda que o cinema é uma arte que vai além de emocionar com romances, assustar com terror ou impressionar com ação. O cinema tem grande importância social pois esta arte pode além de tudo ensinar, para isto é necessário a conscientização social em relação à este tema.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

A ação dos justiceiros e o estado de incompetência

Rui Barbosa dizia que toda a crise era uma crise de liderança, está análise descreve muito bem um atual problema social, a revolta organizada da população contra a criminalidade.  O famosos “justiceiros” estão se dando ao “trabalho” de fazer aquilo que deveria ser de obrigação do estado, no entanto devido a omissão do mesmo a violência prospera. Todavia é importante usar a razão quando tentamos resolver problemas sociais. Caso contrário podemos ver a injustiça e desordem como respostas.
O problema da violência vem aumentando no decorrer dos anos no Brasil. De acordo com o mapa da violência em 1980 houveram 6.104 homicídios cometidos no Brasil, já em 1997 houveram 24.445 homicídios e em 2012 houveram 40.077. Ou seja em 15 anos o número de homicídios quase dobrou no Brasil. Isso mostra a ineficiência na liderança estado em combater a criminalidade.
            Neste cenário de insegurança e violência surgem os chamados “justiceiros” com o intuito de combater a criminalidade, de certo modo, substituir a polícia. Não se trata de “legitima defesa” que é um direito legal na constituição. Os ditos justiceiros substituem, além da polícia o sistema penal pois os mesmos, no calor do momento, decidem qual deve ser a pena do indivíduo. São os “justiceiros” que decidiram se o bandido deve sofrer lesões, ser perdoado, ser morto, isto sem se quer tentar entender a situação e ouvir a defesa do indivíduo.
Não se trata de defender bandido, se trata de defender a ordem democrática, na democracia os dois lados devem ser ouvidos para um julgamento justo. O intuito de ouvir os dois lados é evitar injustiças. Por exemplo um professor de história que estava praticando cooper foi confundido com um bandido e atacado por “justiceiros”, sem que sua defesa fosse ouvida. Outro exemplo marcante foi o caso de uma dona de casa que foi espancada em público, devido a boatos de que ela praticava magia negra. Nesses dois casos os justiceiros agiram como policiais, juízes e jurados decidindo o que fazer com o réu que nem pode se defender.
(Lembrando, caro leitor, que isto pode ocorrer com qualquer um de nós. Podemos ser confundidos com bandidos e atacados pelos “justiceiros”)       
O calor do momento, o ódio contra a criminalidade que tem motivo, de fato, cria a falsa esperança na população de que a violência pode e será combatida com violência. Espancar um ladrão na rua não vai fazer com que o mesmo deixe de ser ladrão, isto quando não o transforma em algo pior.
É importante lembrar que na hora de punir uma pessoa devemos analisar o que foi feito. Por exemplo, um jovem foi preso em um poste e espancado no Rio de Janeiro por ser suspeita de um roubo. Pois bem no mesmo pais onde bilhões são desviado da Petrobrás para fins políticos e um procurado pela Interpol passeia livremente de Ferrari, surge a questão é justo? Isso não implica que corruptos devem ser espancados, no entanto a lei deve ser justa para todos. Logo o mais correto é julgamento, analise do crime, punição de forma racional para empreiteiros, políticos e marginais de padaria.   
            Os justiceiros portanto são uma espécie de estado paralelo, que surge no intuito de substituir funções do estado, que é deficitário. No entanto esses justiceiros podem crescer colocando em xeque a ordem social e o estabelecimento das leis. No futuro podem começar a exigir cobranças da população pelo “serviço” prestado, assim como uma milícia. Coisas horríveis tendem a surgir quando um pais passa por dificuldades como é o caso do Brasil. Vale lembrar que as ditaduras mais cruéis da história da humanidade surgiram em um cenário de dificuldades, com apoio de uma sociedade indignada com os problemas sociais e acharam justo transgredir a ordem social. Basta lembrar a Alemanha do nazismo e a Rússia do socialismo.   

A descrença no estado de direito pode trazer consequências graves para a sociedade, que tenderá somente aos caos. O problema da criminalidade é real e deve ser combatido no império das leis, caso contrário a injustiça tende a prosperar a ordem social ir para a ruina. 

Mapa da violência
http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2015/mapaViolencia2015.pdf

Os justiceiros
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/brasil-ainda-um-pais-de-justiceiros-e-justicados/

Professor confundido com ladrão
http://www.anonymousbrasil.com/brasil/confundido-com-um-ladrao-um-professor-de-historia-foi-acorrentado-por-justiceiros/

Mulher morta devido há botos
http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2014/05/mulher-espancada-apos-boatos-em-rede-social-morre-em-guaruja-sp.html

Adolescente preso ao poste
http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/adolescente-suspeito-de-roubo-e-espancado-e-amarrado-nu-em-poste-na-zona-sul-do-rio-03022014

O que o Brasil perde com o roubo na Petrobrás
http://www.bbc.com/news/world-latin-america-32428954

Most Wanted
http://www.interpol.int/notice/search/wanted/2009-13608

domingo, 28 de junho de 2015

O que podemos aprender com os “escritores da liberdade” e a história dos EUA.

O filme “os escritores da liberdade” é baseado e fatos reais, por isso mostra uma realidade americana a qual podemos aprender muito sobre alguns problemas que ocorrem nos Estados Unidos atualmente. Um desses problemas é o racismo entre as pessoas, no entanto o filme se diferencia por mostrar uma solução real para a questão do racismo.
Racismo é um grave problema, um problema que estava presente na história dos Estados Unidos, devido á diversos causas, dentre essas causas podemos ressaltar a origem do pais e a escravidão. Os primeiros americanos chegaram nos EUA fugindo da Inglaterra que estava sob comando de reis católicos e esse primeiros americanos eram seguidores de ideias protestantes, ao chegar nos EUA esses Ingleses ficaram conhecidos como WASP, P de protestante ou seja uma característica religiosa, AS de anglo-saxão ou seja uma característica histórica se referindo ao povo que invadiu o império romano, e finalmente W de White no português branco, ou seja uma característica racial já podia ser encontrada na origem dos EUA.
Outra grande causa do racismo foi a escravidão, porque a escravidão dividiu os negros e os brancos, e no caso da escravidão americana colocando negros na situação de escravidão. Isso fomentou um ódio entre negros e brancos, ódio esse que aumentou com o tempo e só foi contido anos depois. É importante ressaltar que não eram todo os EUA que era escravista, na verdade o norte dos era industrializado mas o sul ainda era escravista.
Em 1860 as coisas começaram a mudar com a eleição de Abraham Lincoln que defendia o fim da escravidão, no entanto o sul não aceitou e decide criar um novo estado, a resposta da norte foi a resistência o que culminou na guerra civil americana entre o sul conhecido como a confederação e o norte conhecido como a União. O Norte vence e determinado o fim da escravidão, mas o racismo entre brancos e negros aumenta.
Um símbolo desse racismo foi o Ku Klux Klan, que foi fundada em 1866 por soldados do sul que perderam a guerra civil e usavam da violência contra negros para defender o que eles chamavam de “supremacia racial” e atacavam a ideia de igualdade entre “raças”, de acordo com eles “não poderia haver direitos iguais entre brancos e negros” e baseados nessas teses usavam da violência contra negros, ou até mesmo um branco que não apoiasse as ideias racistas eram atacados. O Ku Klux Klan foi proibida alguns anos depois.
No filme chamado “o nascimento de uma nação” veio para o ar, defendendo ideias racistas, e esse filme que é de 1915 e fez com que a as ideias racistas do Ku Klux Klan voltar à tona, mas dessa vez contra diversos outros grupos que inclui imigrantes, europeus, latino americanos e judeus além de que essa ideias racistas começaram a atrair mais pessoas, tantas que em agosto de 1935 mais de 40 mil membros marcharam na frente da casa branca.
Durante a grande depressão de 1929 o governo americano decide expulsar cerca de 60% de imigrantes mexicanos que estavam legalmente vivendo nos Estados Unidos, no intuito de proteger o “real americano”.
A segregação entre negros e brancos sempre esteve presente nos sociedade e na lei americana antigamente, não eram permitido um negro se sentar ao lado de um branco, eles deveriam se sentar no fundo do trem, e se uma pessoa branca chegasse o negro deveria se levantar (um absurdo, e isso não tem muito tempo). No entanto um dia uma mulher se opôs à esta regra, esta mulher se chamava Rosa Parks e chegou a ser presa por não se levantar à uma mulher branca, esse absurdo foi o necessário para uma resposta dos negros (e até brancos que se opunham à essas leis absurdas), essa resposta veio na voz de Martin Luther King Jr, que era pastor, intelectual e pacifista que protestou contra as leis segregacionistas americanas com movimentos pacíficos. Por exemplo para acabar com a lei que obrigava as pessoas a sentarem em determinados locais nos ônibus, foi feito um boicote, os negros pararam de pegar ônibus e isto gerou uma imensa perda no lucro do empresários de ônibus que pressionaram o governo para acabar com as leis segregacionistas.
Em 1963 Martin Luther King Jr moveu milhões de pessoas em frente ao memorial de Abraham Lincoln, o presidente americano que acabou com a escravidão. Naquele dia Luther King fez seu famoso discurso “I Have a Dream”. Um ano após esse discurso o congresso americano acabou com as leis abolicionistas.
Após isto o racismo saiu das leis, mas se manteve na sociedade. Por exemplo em ônibus americanos negros e brancos ainda se mantém uma certa distância. Algumas celebridades negras foram importante para ajudar no combate ao racismo nos EUA, dentre esses podemos citar Michael Jackson, Chuck Berry, James Brown entre tantos outros que venceram o racismo e conseguiram, por meio do talento individual, prosperar artisticamente.
Hoje em dia a questão do racismo ainda é um problema a ser discutido nos EUA. Recentemente houve um caso emblemático de um negro morto por um policial branco durante uma “abordagem”. A policial aplicou um golpe contra pescoço do jovem que não conseguia respirar. Suas últimas palavras “I can’t breath” foi estampado em diversos cartazes pelos EUA em protestos.     

Voltando ao filme a professora (personagem principal) tem a missão de dar aulas em uma sala de um bairro pobre nos EUA. Na sala com a maioria de aluno negros, alguns imigrantes e um garoto branco. De início os alunos não prestam atenção nas aulas, a professora reage tentando entender a cabeça dos alunos, pede para que eles escrevam em um diário sobre as suas vidas e problemas.
Como atividade a professora sugere a livro “o diário de Anne Frank” que aborda o racismo com outra roupagem, mostra o estupido preconceito contra os judeus na segunda guerra mundial na Alemanha o antissemitismo. Ao enxergar a questão do racismo de um ponto de vista mais complexo os alunos foram capazes de entender melhor sua própria realidade.
De acordo com Eric Houbsbaw a maior parte das pessoas não entendem o que foi o holocausto porque quando se fala das mortes no holocausto se fala apenas em números, ignoram que foram pessoas que morreram no holocausto, cada um com uma história, princípios e valores individuais.     
Histórias como de Anne Frank mostram quem morreu nos campos de concentração, não quantos. Quando pessoas que possuem problemas em suas vidas enxergam outra realidade de um mesmo problema (o racismo) a reflexão é uma questão de tempo.
Por fim, o filme é excelente, nos faz pensar como é grave e complexo o racismo nos EUA, mas o filme e a história também nos mostra como o conhecimento e tão somente o conhecimento nos ajuda a enfrentar a estupidez.

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