“Índios mataram mais
índios do que os portugueses”, “Santos Dumont não inventou o avião”, “ex-escravos
também compravam escravos após receber as alforrias (inclusive zumbi do palmares)”, “Che Guevara não é nenhum herói, ao contrário, matou pessoas e destruí a
economia cubana”,” vários índios comemoraram
a conquista dos espanhóis” ,“A
argentina sofreu influência nazista”
“As fronteiras deixadas pela Europa
nas ex-colônias não é a principal razão da pobreza
na África” “A revolução industrial
foi responsável por melhorar a condição de vida das pessoas”, “Sinto de castidade nada mais é do que
mais um mito da idade média”, “A praga do politicamente correto é uma mistura
de covardia, informação falsa e
preocupação da imagem”, “o mundo
sempre foi mau e continuará a ser,
porque ele é fruto do comportamento
humano, que parece ter pressupostos naturais",
”a maioria de nós somos irrelevantes”, “os samurais
não foram tão corretos quanto pregam” e “o comunismo
só gerou desastres e não pode ser
levado a sério”.
Essas alegações são explicadas em quatro excelentes livros. Guia
politicamente incorreto da história do Brasil, Guia politicamente incorreto da
história da américa latina, Guia politicamente incorreto da história do mundo e
Guia politicamente incorreto da história da filosofia. Os três primeiros foram escritos
por Leandro Narloch, colunista da revista Veja, (Guia politicamente incorreto
da história da américa latina teve o auxílio de Duda Teixeira) e o ultimo
respectivamente foi escrito pelo filósofo Luiz Felipe Pondé.
A ideia original desses livros é apresentar e analisar a história
por uma outra visão. Ao invés de tratar todo e qualquer acontecimento na
história como uma luta entre pobres e ricos, entre o europeu e o colonizado os
livros mostram que as coisas não são bem assim. Mostram que não podemos ter
essa visão maniqueísta da história colocando alguns como vilões e outros como
heróis. Trata-se apenas de indivíduos que vão agir de acordo com seus próprios
interesses, que podem ser interpretados.
Em outras palavras chega de tratar apenas de heróis e vilões e
vamos enxergar pessoas normais.
É importante lembram que o livro não tenta em nenhum momento ser
imparcial. Até porque é quase impossível você contar a história do mundo sem
colocar uma visão pessoal. O livro tem um viés político, aliás como todo e
qualquer outro livro que se pretende a analisar a história. Caso você descorde
do viés você pode não gostar do livro, mas isso não muda os fatos.
Recentemente li algumas críticas com relação ao livro. Infelizmente
os críticos são sempre superficiais, alegam que “o escritor (Narloch) não é
historiador logo o livro não é valido”. Bom primeiro isso se chama “argumento
ad hominem” se trata de atacar quem faz a alegação e não o argumento. Segundo
que o autor é jornalista, a função do jornalista é justamente essa. Pegar o que
está no âmbito político, acadêmico e levar ao conhecimento da população.
Terceiro, muitos historiadores como o professor Marco Antônio Villa gostaram e
elogiaram o livro.
Se os críticos alegassem que existem mentiras no livro, eu até
poderia considerar, mas as críticas são ou pessoais ou com um viés ideológico.
Vale lembrar o fato de alguns críticos não concordarem com o ponto
de vista do autor (isso pode ser debatido) não muda os fatos apresentados no
livro, que possui todas as fontes a mostra para qualquer um consultar.
Recomendo fortemente os quatro livros, possuem uma linguagem fácil
e tratam de diversos assuntos no âmbito político, sociológico, filosófico e é
claro histórico de forma abrangente e como o próprio nome diz “politicamente
incorreto”.
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