domingo, 26 de julho de 2015

História e filosofia de um ponto de vista politicamente incorreto

“Índios mataram mais índios do que os portugueses”, “Santos Dumont não inventou o avião”, “ex-escravos também compravam escravos após receber as alforrias (inclusive zumbi do palmares)”, “Che Guevara não é nenhum herói, ao contrário, matou pessoas e destruí a economia cubana”,” vários índios comemoraram a conquista dos espanhóis” ,“A argentina sofreu influência nazista” “As fronteiras deixadas pela Europa nas ex-colônias não é a principal razão da pobreza na África” “A revolução industrial foi responsável por melhorar a condição de vida das pessoas”, “Sinto de castidade nada mais é do que mais um mito da idade média”, “A praga do politicamente correto é uma mistura de covardia, informação falsa e preocupação da imagem”, “o mundo sempre foi mau e continuará a ser, porque ele é fruto do comportamento humano, que parece ter pressupostos naturais", ”a maioria de nós somos irrelevantes”, “os samurais não foram tão corretos quanto pregam” e “o comunismo só gerou desastres e não pode ser levado a sério”.
Essas alegações são explicadas em quatro excelentes livros. Guia politicamente incorreto da história do Brasil, Guia politicamente incorreto da história da américa latina, Guia politicamente incorreto da história do mundo e Guia politicamente incorreto da história da filosofia. Os três primeiros foram escritos por Leandro Narloch, colunista da revista Veja, (Guia politicamente incorreto da história da américa latina teve o auxílio de Duda Teixeira) e o ultimo respectivamente foi escrito pelo filósofo Luiz Felipe Pondé.
A ideia original desses livros é apresentar e analisar a história por uma outra visão. Ao invés de tratar todo e qualquer acontecimento na história como uma luta entre pobres e ricos, entre o europeu e o colonizado os livros mostram que as coisas não são bem assim. Mostram que não podemos ter essa visão maniqueísta da história colocando alguns como vilões e outros como heróis. Trata-se apenas de indivíduos que vão agir de acordo com seus próprios interesses, que podem ser interpretados.
Em outras palavras chega de tratar apenas de heróis e vilões e vamos enxergar pessoas normais.
É importante lembram que o livro não tenta em nenhum momento ser imparcial. Até porque é quase impossível você contar a história do mundo sem colocar uma visão pessoal. O livro tem um viés político, aliás como todo e qualquer outro livro que se pretende a analisar a história. Caso você descorde do viés você pode não gostar do livro, mas isso não muda os fatos.
Recentemente li algumas críticas com relação ao livro. Infelizmente os críticos são sempre superficiais, alegam que “o escritor (Narloch) não é historiador logo o livro não é valido”. Bom primeiro isso se chama “argumento ad hominem” se trata de atacar quem faz a alegação e não o argumento. Segundo que o autor é jornalista, a função do jornalista é justamente essa. Pegar o que está no âmbito político, acadêmico e levar ao conhecimento da população. Terceiro, muitos historiadores como o professor Marco Antônio Villa gostaram e elogiaram o livro.
Se os críticos alegassem que existem mentiras no livro, eu até poderia considerar, mas as críticas são ou pessoais ou com um viés ideológico.
Vale lembrar o fato de alguns críticos não concordarem com o ponto de vista do autor (isso pode ser debatido) não muda os fatos apresentados no livro, que possui todas as fontes a mostra para qualquer um consultar.

Recomendo fortemente os quatro livros, possuem uma linguagem fácil e tratam de diversos assuntos no âmbito político, sociológico, filosófico e é claro histórico de forma abrangente e como o próprio nome diz “politicamente incorreto”.

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