sábado, 4 de abril de 2015

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mão dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto"

-Rui Barbosa

As propagandas infantis

Não confundir pais com país

As propagandas infantis foram proibidas no Brasil, uma atitude intervencionista por parte do estado, que retira a responsabilidade do indivíduo de decidir o que quer ou não assistir, além de criar a consequência em curto prazo de eliminar os programas infantis prejudicando os mais pobres e em longo prazo pode criar um monopólio estatal de financiamento da mídia. No entanto, hoje, qual é a solução deste problema criado pelo estado?
            Um dos argumentos usados para justificar a proibição, era de que a propaganda infantil pode prejudicar o crescimento de crianças pobres pois os pais das mesmas não teriam condições para comprar os produtos oferecidos pelas propagandas, logo a proibição seria uma maneira de proteger os mais pobres. O problema desse argumento é que retira a responsabilidade de educar os filhos dos pais e tenta atribuir ao estado, uma responsabilidade extremamente pessoal, que cada família irá decidir se o filho merece ou não ter determinado produto, ou a família explicar para o filho se há ou não possibilidade financeira para a compra de um produto, retirar a responsabilidade da família e dar ao estado é uma atitude autoritária.
            Além de autoritária esta proibição cria graves consequências aos pobres, pois sem a possibilidade de propagandas infantis durante os programas, também não há patrocínio de empresas privadas para programas infantis, como desenhos e programas educativos, assim não há como o meio de transmissão manter um programa que não tem patrocínio, logo com o tempo esses programas infantis tendem a sair da grade de programação, por falta de recursos e com isto os pobres que não tem condição de pagar uma TV por assinatura não poderão assistir mais programas infantis, não tendo alternativa de entretenimento para assistir.
            Outro problema a curto prazo que ocorre com a proibição das propagandas infantis são os danos que a falta de propagandas infantis pode gerar ao mercado de brinquedos infantis, pois se as empresas não podem fazer propagandas de seus novos produtos, esses produtos tendem a perder o valor no mercado, tanto que de acordo com o “Em economia” em 2014 tivemos um balanço de vendas tão baixos que comerciantes foram obrigados a fazer leilões de produtos devido à falta de interesse do consumidor, que não tem estímulos para comprar, por causa da falta de propagandas.
Uma possível alternativa para patrocínio são as empresas estatais, no entanto este patrocínio gera diversas consequências negativas para a mídia, pois com o predomínio do patrocínio estatal cria-se um vínculo de dependência entre a mídia e o estado, com isto a mídia perde certas características necessárias para um processo democrático,  entre elas a crítica ao governo, pois sendo as redes de comunicação patrocinadas majoritariamente por empresas estatais, a crítica ao mesmo sistema fica limitada, pois qualquer crítica ao governo feito por uma emissora de TV por exemplo pode sofre represarias do estado que lhe financia.

Á única solução para esta atitude mal pensada e mal debatida feita pelos órgãos estatais, é a liberação das propagandas infantis para que as empresas privadas possam novamente financiar programas de TV e consequentemente desfazer este perigoso vínculo entre estado e mídia, para que a mesma tenha liberdade para critica-la quando necessário.


Fonte

http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2014/12/27/internas_economia,602800/com-pior-resultado-dos-negocios-no-natal-comercio-lanca-saldoes.shtml

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