Ataques
contra a mídia e a liberdade de imprensa estão sendo comuns no Brasil. Diversas
pessoas acusam os meios de comunicação de ser um monopólio ou oligopólio,
outros mais moderados propõem que a mídia seja palco de discussões, debates que
de algum modo representa algum tema relevante na sociedade, como alguns programas
vem se desenvolvendo. Porem os verdadeiros “vilões” da história não estão sendo
acusados. Aqueles que realmente ataca a liberdade de imprensa são simplesmente esquecidos,
por exemplo blogs que recebem dinheiro estatal.
Antes
de analisar a mídia nos dias de hoje é importante lembrar um breve histórico da
mídia. Tudo começa na China com a imprensa no ano de 105 da era cristã, a técnica
possibilitava a criação de mais livros. A técnica foi “reinventada” porJohannes Gutenberg. Pode-se dizer que a “mídia” ou seja um método de informar a
sociedade do que ocorre nas esferas políticas e acadêmicos tinha um pequeno
embrião. Mas durante a revolução francesa o poder do meios de comunicação ficam
mais evidentes.
Na
revolução francesa, o evento que marca o início da era moderna, teve uma figura
emblemática como representante da mídia. Esta figura era Marat, o jornalista do
principal jornal da revolução francesa. Marat na França mostra o poder que pode
ter a mídia. Com divulgações periódicas de possíveis suspeitos de conspirarem
contra a revolução, Marat acusou milhares de pessoas fazendo com que essas
fosse mortas na guilhotina. Ou seja a voz um cara foi responsável pela morte de
milhares de pessoas.
Ao
fazer uma análise da história da mídia no Brasil é possível notar como a mídia
passou por um processo de evolução. Por exemplo na época do romantismo as obras
eram divulgadas por meio de folhetins, o que demonstra que a mídia não tinha
tanto recurso tecnológico como hoje, com isso é possível deduzir que as
opiniões da população eram formadas por debates entre a própria população. Ou
seja não havia interferência tão influente da mídia nas opiniões da população.
No
entanto hoje a mídia está muito mais poderosa. Seu poder de alcance é notável e
sua influência inegável. Hoje em dia as pessoas formam suas opiniões
baseando-se no que encontra na mídia em geral. Por um lado, uma das
consequências é a tendência de um grande grupo de pessoas se informarem em uma
única visão na sociedade. Por outro, as pessoas podem ficar mais próximas de
intelectuais que tem conhecimento e experiência para tratar de um assunto, isto
depende de que tipo de mídia o indivíduo ascese. Por exemplo, alguns jornais ou
revistas convidam economistas, sociólogos, filósofos entre outros para falar
sobre um determinado tema. Por isto é extremamente importante consultar
diversos veículos de comunicação para formar uma opinião.
E hoje
em dia com relação a questão de monopólios? As acusações de que a mídia no
Brasil está monopolizada não prosperam, pois monopólio significa que a mídia
está na mão de uma pessoa ou família. Basta fazer uma rápida pesquisa sobre os
donos dos meios de divulgação de informação, como jornais, revistas, televisão,
rádio e é possível perceber que não existe um controle único da informação. Por
exemplo, no mercado de revista a Veja do grupo abril lidera, nos jornais a
folha de São Paulo está na frente, na televisão a globo tem mais audiência e nos
rádios a rede jovem pan vence. O que determina que estes grupos estejam na
frente é a qualidade de seus trabalhos que agrada ao consumidor, mas nada
impede outros meios de comunicação de, por meio da livre concorrência,
liderarem o mercado.
Outra
crítica muito comum feita contra a mídia é o chamado “coronelismo eletrônico”
(fazendo referência à época de coronelismo durante a república café com leite).
Trata-se da ideia de que os donos dos meios de comunicação são apenas de alguns
grupos que defenderam sempre os mesmo princípios e interesses. Logo de acordo
com esta ideia somente um grupo de famílias teriam a possibilidade de divulgar
informações à massa.
A
refutação mais evidente da ideia de “coronelismo eletrônico” está em exemplos
como de Silvio Santos que mesmo passando por dificuldades durante sua vida
conseguiu construir diversas empresas e comprar uma emissora de TV. Hoje,
Silvio que já foi camelô é dono do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão) e
consegue transmitir informações para diversas pessoas. Este exemplo mostra que
não é preciso nascer de uma família tradicional dona de grandes empresas para
podermos ser donos de meios de comunicação, basta trabalhar e ser inteligente.
Outros
exemplos como de sub celebridades estão surgindo a cada dia, os chamados vlogs.
Pessoas que simplesmente pegam uma câmera, gravam uma opinião e divulgam na
internet. O gosto do consumidor irá decidir qual vlog merece mais atenção e com
isto, um receberá mais audiência do que o outro. Ou seja a internet, a
tecnologia democratizou os meios de comunicação ainda mais.
Portanto
não se trata de monopólio. Ao contrário a mídia está cada vez mais democratizada.
Vale salientar que os meios de comunicação tem diversos fatores a ser
analisado. Entre esses fatores está na possibilidade dos meios de comunicação
serem usados para debates importantes na sociedade.
As
mídias em geral podem ser um grande palco de discussões e debates. Durante
eleições por exemplo são organizados debates para a população conhecer as
opiniões pessoais de cada candidato. Além dos debates eleitorais a mídia vem
proporcionando um amplo espaço para debates. Existem diversos programas que
demostraram esse maior espaço para tratar de assuntos mais sérios. Alguns
programas não tiveram sucesso, no entanto outros estão com audiência crescente.
Na
lista de programas sem grande audiência está o programa “na moral” que tinha a
proposta de fazer debates com personalidades públicas influentes sobre assuntos
tidos como polêmicos. No entanto o programa não funcionou e atualmente está
fora do ar. O que demonstra que um programa em formato de debate como o
apresentado pode não agradar ao público.
No
entanto outros programas vem fazendo um grande trabalho na divulgação de notícias,
nas propostas de debates, na divulgação de livros, musicas, filmes e em
explicações sobre questões judiciais, históricas e políticas. Como por exemplo
o programa “os pingos nos is” que é o programa de maior audiência do rádio. O
que mostra que a mídia também pode ensinar além de informar.
É
claro que os meios de comunicação não são os únicos meios de formar a opinião
da população. Outra forma de alavancar os debates políticos no Brasil é por
meio de mudanças nos meio de aprendizagem. As escolas deveriam fomentar mais as
divergências ideológicas entre os alunos, provocar debates e dissertações,
porém sempre mantendo em paralelo o estudo das disciplinas de português e
matemática que são essenciais.
Esses
debates podem seguir o exemplo adotado por algumas escolas de economia que
incentivam o aluno a pesquisar sobre um tema e propõem que cada aluno defenda
um ponto de vista especifico.
Mas
afinal quais são os reais problemas da mídia no Brasil? (além de ser pouco
discutido) é o financiamento do governo para os chamados “blogs sujos” De
acordo com o jornalista Fernando Rodrigues, um levantamento sobre o
financiamento de sites e blogs por empresas estatais, mostra que empresas como
correios, caixa econômica federal, banco do Brasil e Petrobrás. O
"correto" seria um financiamento para blogs e sites de acordo com o
tamanho da audiência de cada um, no entanto, o que se tem observado é blogs sem
grande relevância receberem dinheiro das estatais. Por exemplo o blog
"conversa afiada" critico do governo do PSDB recebeu 236 mil visitas
em dezembro de 2013, porém o site, no mesmo ano recebeu R$600000 do governo.
Outro site estranho é o de Luís Nassif, que defende programas do governo
recebeu R$800000 do mesmo, isto com apenas 279 mil visitantes em dezembro de
2013.
Outro
triste exemplo do atraso da mídia no Brasil é o programa “A voz do Brasil”
criado na (pasmem) era da ditadura de Getúlio Vargas! E até hoje o governo usa
uma hora em horário nobre no rádio para “divulgar suas informações” é claro que
nada que é dito no programa é contra o governo. Isto sim é um ataque a liberdade de imprensa,
a mídia etc.
Vale
lembrar que a liberdade de expressão e por consequência a liberdade de imprensa
é extremamente importante para uma sociedade democrática. Nenhuma sociedade se
desenvolve com mídia controlada por governo, isso é ditadura, não democracia.
Na real democracia a mídia está na mão do povo, mas especificamente nas
escolhas individuais de cada um. No que cada um quer ler, assistir, ouvir.
Qualquer tipo de censura, regulamentação ou ataque a mídia deve ser vista com
perigo. A quem interessa a censura? Se não a pessoas que querem atacar a
democracia. O que a liberdade de imprensa atrapalha? A quem a liberdade de
imprensa atrapalha. Vale lembrar “a palavra cão não morde”.