sexta-feira, 17 de julho de 2015

A mídia na democracia

Ataques contra a mídia e a liberdade de imprensa estão sendo comuns no Brasil. Diversas pessoas acusam os meios de comunicação de ser um monopólio ou oligopólio, outros mais moderados propõem que a mídia seja palco de discussões, debates que de algum modo representa algum tema relevante na sociedade, como alguns programas vem se desenvolvendo. Porem os verdadeiros “vilões” da história não estão sendo acusados. Aqueles que realmente ataca a liberdade de imprensa são simplesmente esquecidos, por exemplo blogs que recebem dinheiro estatal.
Antes de analisar a mídia nos dias de hoje é importante lembrar um breve histórico da mídia. Tudo começa na China com a imprensa no ano de 105 da era cristã, a técnica possibilitava a criação de mais livros. A técnica foi “reinventada” porJohannes Gutenberg. Pode-se dizer que a “mídia” ou seja um método de informar a sociedade do que ocorre nas esferas políticas e acadêmicos tinha um pequeno embrião. Mas durante a revolução francesa o poder do meios de comunicação ficam mais evidentes.
Na revolução francesa, o evento que marca o início da era moderna, teve uma figura emblemática como representante da mídia. Esta figura era Marat, o jornalista do principal jornal da revolução francesa. Marat na França mostra o poder que pode ter a mídia. Com divulgações periódicas de possíveis suspeitos de conspirarem contra a revolução, Marat acusou milhares de pessoas fazendo com que essas fosse mortas na guilhotina. Ou seja a voz um cara foi responsável pela morte de milhares de pessoas.
Ao fazer uma análise da história da mídia no Brasil é possível notar como a mídia passou por um processo de evolução. Por exemplo na época do romantismo as obras eram divulgadas por meio de folhetins, o que demonstra que a mídia não tinha tanto recurso tecnológico como hoje, com isso é possível deduzir que as opiniões da população eram formadas por debates entre a própria população. Ou seja não havia interferência tão influente da mídia nas opiniões da população.
No entanto hoje a mídia está muito mais poderosa. Seu poder de alcance é notável e sua influência inegável. Hoje em dia as pessoas formam suas opiniões baseando-se no que encontra na mídia em geral. Por um lado, uma das consequências é a tendência de um grande grupo de pessoas se informarem em uma única visão na sociedade. Por outro, as pessoas podem ficar mais próximas de intelectuais que tem conhecimento e experiência para tratar de um assunto, isto depende de que tipo de mídia o indivíduo ascese. Por exemplo, alguns jornais ou revistas convidam economistas, sociólogos, filósofos entre outros para falar sobre um determinado tema. Por isto é extremamente importante consultar diversos veículos de comunicação para formar uma opinião.
E hoje em dia com relação a questão de monopólios? As acusações de que a mídia no Brasil está monopolizada não prosperam, pois monopólio significa que a mídia está na mão de uma pessoa ou família. Basta fazer uma rápida pesquisa sobre os donos dos meios de divulgação de informação, como jornais, revistas, televisão, rádio e é possível perceber que não existe um controle único da informação. Por exemplo, no mercado de revista a Veja do grupo abril lidera, nos jornais a folha de São Paulo está na frente, na televisão a globo tem mais audiência e nos rádios a rede jovem pan vence. O que determina que estes grupos estejam na frente é a qualidade de seus trabalhos que agrada ao consumidor, mas nada impede outros meios de comunicação de, por meio da livre concorrência, liderarem o mercado.
Outra crítica muito comum feita contra a mídia é o chamado “coronelismo eletrônico” (fazendo referência à época de coronelismo durante a república café com leite). Trata-se da ideia de que os donos dos meios de comunicação são apenas de alguns grupos que defenderam sempre os mesmo princípios e interesses. Logo de acordo com esta ideia somente um grupo de famílias teriam a possibilidade de divulgar informações à massa.
A refutação mais evidente da ideia de “coronelismo eletrônico” está em exemplos como de Silvio Santos que mesmo passando por dificuldades durante sua vida conseguiu construir diversas empresas e comprar uma emissora de TV. Hoje, Silvio que já foi camelô é dono do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão) e consegue transmitir informações para diversas pessoas. Este exemplo mostra que não é preciso nascer de uma família tradicional dona de grandes empresas para podermos ser donos de meios de comunicação, basta trabalhar e ser inteligente.
Outros exemplos como de sub celebridades estão surgindo a cada dia, os chamados vlogs. Pessoas que simplesmente pegam uma câmera, gravam uma opinião e divulgam na internet. O gosto do consumidor irá decidir qual vlog merece mais atenção e com isto, um receberá mais audiência do que o outro. Ou seja a internet, a tecnologia democratizou os meios de comunicação ainda mais.
Portanto não se trata de monopólio. Ao contrário a mídia está cada vez mais democratizada. Vale salientar que os meios de comunicação tem diversos fatores a ser analisado. Entre esses fatores está na possibilidade dos meios de comunicação serem usados para debates importantes na sociedade.
As mídias em geral podem ser um grande palco de discussões e debates. Durante eleições por exemplo são organizados debates para a população conhecer as opiniões pessoais de cada candidato. Além dos debates eleitorais a mídia vem proporcionando um amplo espaço para debates. Existem diversos programas que demostraram esse maior espaço para tratar de assuntos mais sérios. Alguns programas não tiveram sucesso, no entanto outros estão com audiência crescente.
Na lista de programas sem grande audiência está o programa “na moral” que tinha a proposta de fazer debates com personalidades públicas influentes sobre assuntos tidos como polêmicos. No entanto o programa não funcionou e atualmente está fora do ar. O que demonstra que um programa em formato de debate como o apresentado pode não agradar ao público.
No entanto outros programas vem fazendo um grande trabalho na divulgação de notícias, nas propostas de debates, na divulgação de livros, musicas, filmes e em explicações sobre questões judiciais, históricas e políticas. Como por exemplo o programa “os pingos nos is” que é o programa de maior audiência do rádio. O que mostra que a mídia também pode ensinar além de informar.
É claro que os meios de comunicação não são os únicos meios de formar a opinião da população. Outra forma de alavancar os debates políticos no Brasil é por meio de mudanças nos meio de aprendizagem. As escolas deveriam fomentar mais as divergências ideológicas entre os alunos, provocar debates e dissertações, porém sempre mantendo em paralelo o estudo das disciplinas de português e matemática que são essenciais.
Esses debates podem seguir o exemplo adotado por algumas escolas de economia que incentivam o aluno a pesquisar sobre um tema e propõem que cada aluno defenda um ponto de vista especifico.
Mas afinal quais são os reais problemas da mídia no Brasil? (além de ser pouco discutido) é o financiamento do governo para os chamados “blogs sujos” De acordo com o jornalista Fernando Rodrigues, um levantamento sobre o financiamento de sites e blogs por empresas estatais, mostra que empresas como correios, caixa econômica federal, banco do Brasil e Petrobrás. O "correto" seria um financiamento para blogs e sites de acordo com o tamanho da audiência de cada um, no entanto, o que se tem observado é blogs sem grande relevância receberem dinheiro das estatais. Por exemplo o blog "conversa afiada" critico do governo do PSDB recebeu 236 mil visitas em dezembro de 2013, porém o site, no mesmo ano recebeu R$600000 do governo. Outro site estranho é o de Luís Nassif, que defende programas do governo recebeu R$800000 do mesmo, isto com apenas 279 mil visitantes em dezembro de 2013.
Outro triste exemplo do atraso da mídia no Brasil é o programa “A voz do Brasil” criado na (pasmem) era da ditadura de Getúlio Vargas! E até hoje o governo usa uma hora em horário nobre no rádio para “divulgar suas informações” é claro que nada que é dito no programa é contra o governo.  Isto sim é um ataque a liberdade de imprensa, a mídia etc.

Vale lembrar que a liberdade de expressão e por consequência a liberdade de imprensa é extremamente importante para uma sociedade democrática. Nenhuma sociedade se desenvolve com mídia controlada por governo, isso é ditadura, não democracia. Na real democracia a mídia está na mão do povo, mas especificamente nas escolhas individuais de cada um. No que cada um quer ler, assistir, ouvir. Qualquer tipo de censura, regulamentação ou ataque a mídia deve ser vista com perigo. A quem interessa a censura? Se não a pessoas que querem atacar a democracia. O que a liberdade de imprensa atrapalha? A quem a liberdade de imprensa atrapalha. Vale lembrar “a palavra cão não morde”.
"Ninguém jamais calculou com exatidão, nem mesmo os poetas,o quanto suporta um coração"

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