domingo, 28 de junho de 2015

O que podemos aprender com os “escritores da liberdade” e a história dos EUA.

O filme “os escritores da liberdade” é baseado e fatos reais, por isso mostra uma realidade americana a qual podemos aprender muito sobre alguns problemas que ocorrem nos Estados Unidos atualmente. Um desses problemas é o racismo entre as pessoas, no entanto o filme se diferencia por mostrar uma solução real para a questão do racismo.
Racismo é um grave problema, um problema que estava presente na história dos Estados Unidos, devido á diversos causas, dentre essas causas podemos ressaltar a origem do pais e a escravidão. Os primeiros americanos chegaram nos EUA fugindo da Inglaterra que estava sob comando de reis católicos e esse primeiros americanos eram seguidores de ideias protestantes, ao chegar nos EUA esses Ingleses ficaram conhecidos como WASP, P de protestante ou seja uma característica religiosa, AS de anglo-saxão ou seja uma característica histórica se referindo ao povo que invadiu o império romano, e finalmente W de White no português branco, ou seja uma característica racial já podia ser encontrada na origem dos EUA.
Outra grande causa do racismo foi a escravidão, porque a escravidão dividiu os negros e os brancos, e no caso da escravidão americana colocando negros na situação de escravidão. Isso fomentou um ódio entre negros e brancos, ódio esse que aumentou com o tempo e só foi contido anos depois. É importante ressaltar que não eram todo os EUA que era escravista, na verdade o norte dos era industrializado mas o sul ainda era escravista.
Em 1860 as coisas começaram a mudar com a eleição de Abraham Lincoln que defendia o fim da escravidão, no entanto o sul não aceitou e decide criar um novo estado, a resposta da norte foi a resistência o que culminou na guerra civil americana entre o sul conhecido como a confederação e o norte conhecido como a União. O Norte vence e determinado o fim da escravidão, mas o racismo entre brancos e negros aumenta.
Um símbolo desse racismo foi o Ku Klux Klan, que foi fundada em 1866 por soldados do sul que perderam a guerra civil e usavam da violência contra negros para defender o que eles chamavam de “supremacia racial” e atacavam a ideia de igualdade entre “raças”, de acordo com eles “não poderia haver direitos iguais entre brancos e negros” e baseados nessas teses usavam da violência contra negros, ou até mesmo um branco que não apoiasse as ideias racistas eram atacados. O Ku Klux Klan foi proibida alguns anos depois.
No filme chamado “o nascimento de uma nação” veio para o ar, defendendo ideias racistas, e esse filme que é de 1915 e fez com que a as ideias racistas do Ku Klux Klan voltar à tona, mas dessa vez contra diversos outros grupos que inclui imigrantes, europeus, latino americanos e judeus além de que essa ideias racistas começaram a atrair mais pessoas, tantas que em agosto de 1935 mais de 40 mil membros marcharam na frente da casa branca.
Durante a grande depressão de 1929 o governo americano decide expulsar cerca de 60% de imigrantes mexicanos que estavam legalmente vivendo nos Estados Unidos, no intuito de proteger o “real americano”.
A segregação entre negros e brancos sempre esteve presente nos sociedade e na lei americana antigamente, não eram permitido um negro se sentar ao lado de um branco, eles deveriam se sentar no fundo do trem, e se uma pessoa branca chegasse o negro deveria se levantar (um absurdo, e isso não tem muito tempo). No entanto um dia uma mulher se opôs à esta regra, esta mulher se chamava Rosa Parks e chegou a ser presa por não se levantar à uma mulher branca, esse absurdo foi o necessário para uma resposta dos negros (e até brancos que se opunham à essas leis absurdas), essa resposta veio na voz de Martin Luther King Jr, que era pastor, intelectual e pacifista que protestou contra as leis segregacionistas americanas com movimentos pacíficos. Por exemplo para acabar com a lei que obrigava as pessoas a sentarem em determinados locais nos ônibus, foi feito um boicote, os negros pararam de pegar ônibus e isto gerou uma imensa perda no lucro do empresários de ônibus que pressionaram o governo para acabar com as leis segregacionistas.
Em 1963 Martin Luther King Jr moveu milhões de pessoas em frente ao memorial de Abraham Lincoln, o presidente americano que acabou com a escravidão. Naquele dia Luther King fez seu famoso discurso “I Have a Dream”. Um ano após esse discurso o congresso americano acabou com as leis abolicionistas.
Após isto o racismo saiu das leis, mas se manteve na sociedade. Por exemplo em ônibus americanos negros e brancos ainda se mantém uma certa distância. Algumas celebridades negras foram importante para ajudar no combate ao racismo nos EUA, dentre esses podemos citar Michael Jackson, Chuck Berry, James Brown entre tantos outros que venceram o racismo e conseguiram, por meio do talento individual, prosperar artisticamente.
Hoje em dia a questão do racismo ainda é um problema a ser discutido nos EUA. Recentemente houve um caso emblemático de um negro morto por um policial branco durante uma “abordagem”. A policial aplicou um golpe contra pescoço do jovem que não conseguia respirar. Suas últimas palavras “I can’t breath” foi estampado em diversos cartazes pelos EUA em protestos.     

Voltando ao filme a professora (personagem principal) tem a missão de dar aulas em uma sala de um bairro pobre nos EUA. Na sala com a maioria de aluno negros, alguns imigrantes e um garoto branco. De início os alunos não prestam atenção nas aulas, a professora reage tentando entender a cabeça dos alunos, pede para que eles escrevam em um diário sobre as suas vidas e problemas.
Como atividade a professora sugere a livro “o diário de Anne Frank” que aborda o racismo com outra roupagem, mostra o estupido preconceito contra os judeus na segunda guerra mundial na Alemanha o antissemitismo. Ao enxergar a questão do racismo de um ponto de vista mais complexo os alunos foram capazes de entender melhor sua própria realidade.
De acordo com Eric Houbsbaw a maior parte das pessoas não entendem o que foi o holocausto porque quando se fala das mortes no holocausto se fala apenas em números, ignoram que foram pessoas que morreram no holocausto, cada um com uma história, princípios e valores individuais.     
Histórias como de Anne Frank mostram quem morreu nos campos de concentração, não quantos. Quando pessoas que possuem problemas em suas vidas enxergam outra realidade de um mesmo problema (o racismo) a reflexão é uma questão de tempo.
Por fim, o filme é excelente, nos faz pensar como é grave e complexo o racismo nos EUA, mas o filme e a história também nos mostra como o conhecimento e tão somente o conhecimento nos ajuda a enfrentar a estupidez.

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