“Viajamos ao nosso encontro
quando vamos a um lugar onde vivemos parte de nossa vida, não importa quão
breve tenha sido”
-Amadeu do padro
O
filme ultimo trem para Lisboa conta a história de um professor chamado Raimund
que vive em Bernie na Suíça. No caminho de seu trabalho encontra uma mulher em
cima de uma ponte prestes ao suicídio. Raimund salva a mulher e leva para a sua sala
de aula. Pouco tempo depois a mulher some deixando apenas um casaco com um
livro e uma passagem de trem para Lisboa. Raimund pega o trem e vai à procura
do autor do livro encontra-lo para encontrar, ou a mulher ou explicações. No
meio do caminho a leitura do tal livro gera uma série de reflexões para o
professor. O livro em questão é de Amadeu do Prado um jovem escritor que
participou da resistência contra a ditadura de Salazar.
Salazar
foi um ditador fascista que governou Portugal durante 41 anos. Se caracterizou
por um governo autoritário, com medidas econômicas nacionalistas, uma forte
censura contra imprensa, opositores etc. A ditadura acabou logo após a morte de
Salazar a sucessão de Marcelo Caetano e a revolução dos cravos.
O
escritor em questão, Amadeu do Prado, era médico mas tinha um forte gosto por
filosofia e por escrever. Após chegar em Lisboa, Raimund procura conhecer a
história de Amadeu e sua atuação na resistência. O escritório de Amadeu foi usado pela
resistência como centro de encontro por membros da resistência. Durante o
triste cenário de ditadura surge a incrível história de amor com Amadeu.
Um
sentimento que provoca no telespectador durante o filme é a sensação de
perseguição contra dissidentes políticos. Podemos sentir, ao ver os
personagens, o medo de cada um de ser capturado. Algo próximo com o que
descrito no livro “As espiãs do dia D” já resenhado aqui no blog.
A
ideia de “uma vida que vale a pena ser vivida” também é um tema frequente.
Afinal é possível notar uma grande diferença entre a vida agitada, repleta de
perseguições, e amorosa, com amores em meio a uma guerra, do Amadeu (o escritor)
e do professor Raimund, um senhor de idade, solteiro, com uma vida pacata.
Um
filme bem feito e que gera, ao telespectador, uma série de questões sobre a
vida, amores entre outras coisas.

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