O problema da desigualdade
social é grave, de acordo com a revista exame o Brasil se mantem entre os países
mais desiguais do g-20, ou seja enquanto alguns conseguem prosperar no mercado
outros vivem em condições de perigo e miséria nas favelas, tendo contato com
perigosos traficantes que ameaçam a segurança e a vida da população de bem. Essa
extrema desigualdade social fere o conceito de meritocracia, no qual diz que as
pessoas devem receber de acordo com seus méritos, pois em cenário de diferentes
ambientes, sendo uns mais ricos e outros mais pobres existe uma injustiça
social.
Alguns
historiadores atribuem essa desigualdade social ao período de pós escravidão no
Brasil, pois com libertação dos escravos que não tinham condições de prosperar
no mercado e a vinda de imigrantes muitos passaram a viver em condições
precárias. Na literatura, o clássico "os miseráveis" retrata um cenário
de extrema desigualdade social, mostrando a condição de vida dos franceses no
ano de 1815, 26 anos após o início da revolução francesa, onde muitos viviam na
miséria em péssimas condições de trabalho, alguns eram obrigados a se
prostituir ou roubar para sobreviver.
Uma
das causas desses grave problema pode ser atribuído ao mal uso dos recursos, de
acordo com o economista Eduardo Giennetti, uma prova disso foi os altos
investimentos dos governos na copa do mundo de futebol em 2014, com estádios
caros que muitas vezes não possuem um público ativo nas redondezas, se tornaram
verdadeiros elefantes brancos como é o caso do estádio na Amazônia, em Brasília
e no pantanal, onde o prejuízo supera 10 milhões de reais.
Outra
causa desse problema é a centralização do poder no governo federal, pois um
governo com tanto poder centralizado não consegue atender todas as diversas
demandas de diferentes estados brasileiros, afinal não conseguem vivenciar
esses problemas de perto, com isso problemas essenciais, como a questão da
educação, saúde, segurança não são considerados enquanto se mantem um governo
federal "gastão". Uma solução para isto é maior autonomia aos
estados, assim como é feito nos Estados Unidos, que após sua independência da
Inglaterra optaram por dar uma maior autonomia aos estados ao invés de
centralizar o poder em um governo federal como o Brasil faz, de acordo com
Thomas Jefferson "somente assim a tirania pode ser evitada e autoridade
federal, limitada".
Outro
fator extremamente importante é o livre mercado, pois sem liberdade de mercado
não há liberdade para que as pessoas possam empreender ou trabalhar para
empresas privadas, fazendo com que as pessoas façam trocas voluntárias e
melhorem de vida. Mas com a intervenção do estado, ele beneficia algumas
empresas (muitas vezes por favores políticos, como ocorrido na Petrobrás) em
detrimento de outras que poderiam ter um produto melhor. Em casos mais graves o
governo tenta substituir o mercado em prestação de serviço, o resultado disto
são péssimos serviços básicos para os mais pobres porque o estado está gastando
com o que não deve, e o serviço estatal de péssima qualidade pois não está
enfrentando as leis de concorrência do mercado.
Podemos
fazer uma comparação direta entre pais livre e pais com baixa desigualdade
social, para isto podemos utilizar o índice de gini que analisa a desigualdade
social e o índice de liberdade econômica. Os países com melhor desempenho no índice
de gini são Dinamarca, Japão e Suécia, ao analisar o histórico de liberdade
econômica desses países podemos notar a ligação. A Dinamarca está na posição
19, no índice de liberdade econômica e desde 1970 se mantém acima da média
mundial no índice, o Japão está na posição 24, e assim como a Dinamarca se
mantém acima da média desde 1970, a Suécia está na posição 32, sempre acima da
média. Podemos notar também que os países que mais restringem a liberdade
econômica tendem a ser mais desiguais, como é o caso da Serra Leoa, que está
entre os países mais desiguais do mundo e está na posição 105 do índice de
liberdade econômica, apesar de se manter na média. O Brasil tem muito o que
aprender, estamos na posição 103, apenas em 1970 e entre 2000 até 2003
estivemos um pouco assim da média, mas desde então não avançamos neste quesito,
enquanto países como o Canadá se mantem fortemente bem acima da média desde
1970.
A
desigualdade social é um problema complicado demais para ser resolvido por um
burocrata de Brasília, a solução deve vir por meio do empreendedorismo, mas
para que isto ocorra é necessário mais liberdade para o indivíduo, o poder
descentralizado para que os problemas possam ser resolvidos em uma esfera mais
próxima da população e proporcionar serviços básicos para a população.
Os países mais desiguais, entre eles o Brasil - EXAME
O índice de liberdade econômica (analise bem este índice)
Artigo sobre desigualdade social
Mitos sobre o liberalismo
Sobre meritocracia
Os elefantes brancos da copa do mundo
Índice de GINI
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