segunda-feira, 27 de abril de 2015

O grave problema da desigualdade social

O problema da desigualdade social é grave, de acordo com a revista exame o Brasil se mantem entre os países mais desiguais do g-20, ou seja enquanto alguns conseguem prosperar no mercado outros vivem em condições de perigo e miséria nas favelas, tendo contato com perigosos traficantes que ameaçam a segurança e a vida da população de bem. Essa extrema desigualdade social fere o conceito de meritocracia, no qual diz que as pessoas devem receber de acordo com seus méritos, pois em cenário de diferentes ambientes, sendo uns mais ricos e outros mais pobres existe uma injustiça social.
Alguns historiadores atribuem essa desigualdade social ao período de pós escravidão no Brasil, pois com libertação dos escravos que não tinham condições de prosperar no mercado e a vinda de imigrantes muitos passaram a viver em condições precárias. Na literatura, o clássico "os miseráveis" retrata um cenário de extrema desigualdade social, mostrando a condição de vida dos franceses no ano de 1815, 26 anos após o início da revolução francesa, onde muitos viviam na miséria em péssimas condições de trabalho, alguns eram obrigados a se prostituir ou roubar para sobreviver.
Uma das causas desses grave problema pode ser atribuído ao mal uso dos recursos, de acordo com o economista Eduardo Giennetti, uma prova disso foi os altos investimentos dos governos na copa do mundo de futebol em 2014, com estádios caros que muitas vezes não possuem um público ativo nas redondezas, se tornaram verdadeiros elefantes brancos como é o caso do estádio na Amazônia, em Brasília e no pantanal, onde o prejuízo supera 10 milhões de reais.
Outra causa desse problema é a centralização do poder no governo federal, pois um governo com tanto poder centralizado não consegue atender todas as diversas demandas de diferentes estados brasileiros, afinal não conseguem vivenciar esses problemas de perto, com isso problemas essenciais, como a questão da educação, saúde, segurança não são considerados enquanto se mantem um governo federal "gastão". Uma solução para isto é maior autonomia aos estados, assim como é feito nos Estados Unidos, que após sua independência da Inglaterra optaram por dar uma maior autonomia aos estados ao invés de centralizar o poder em um governo federal como o Brasil faz, de acordo com Thomas Jefferson "somente assim a tirania pode ser evitada e autoridade federal, limitada".
Outro fator extremamente importante é o livre mercado, pois sem liberdade de mercado não há liberdade para que as pessoas possam empreender ou trabalhar para empresas privadas, fazendo com que as pessoas façam trocas voluntárias e melhorem de vida. Mas com a intervenção do estado, ele beneficia algumas empresas (muitas vezes por favores políticos, como ocorrido na Petrobrás) em detrimento de outras que poderiam ter um produto melhor. Em casos mais graves o governo tenta substituir o mercado em prestação de serviço, o resultado disto são péssimos serviços básicos para os mais pobres porque o estado está gastando com o que não deve, e o serviço estatal de péssima qualidade pois não está enfrentando as leis de concorrência do mercado.
Podemos fazer uma comparação direta entre pais livre e pais com baixa desigualdade social, para isto podemos utilizar o índice de gini que analisa a desigualdade social e o índice de liberdade econômica. Os países com melhor desempenho no índice de gini são Dinamarca, Japão e Suécia, ao analisar o histórico de liberdade econômica desses países podemos notar a ligação. A Dinamarca está na posição 19, no índice de liberdade econômica e desde 1970 se mantém acima da média mundial no índice, o Japão está na posição 24, e assim como a Dinamarca se mantém acima da média desde 1970, a Suécia está na posição 32, sempre acima da média. Podemos notar também que os países que mais restringem a liberdade econômica tendem a ser mais desiguais, como é o caso da Serra Leoa, que está entre os países mais desiguais do mundo e está na posição 105 do índice de liberdade econômica, apesar de se manter na média. O Brasil tem muito o que aprender, estamos na posição 103, apenas em 1970 e entre 2000 até 2003 estivemos um pouco assim da média, mas desde então não avançamos neste quesito, enquanto países como o Canadá se mantem fortemente bem acima da média desde 1970.
A desigualdade social é um problema complicado demais para ser resolvido por um burocrata de Brasília, a solução deve vir por meio do empreendedorismo, mas para que isto ocorra é necessário mais liberdade para o indivíduo, o poder descentralizado para que os problemas possam ser resolvidos em uma esfera mais próxima da população e proporcionar serviços básicos para a população.

 Os países mais desiguais, entre eles o Brasil - EXAME 

O índice de liberdade econômica (analise bem este índice) 

Artigo sobre desigualdade social

Mitos sobre o liberalismo

Sobre meritocracia

Os elefantes brancos da copa do mundo

Índice de GINI

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