"Era uma vez uma cidade no interior que possuía uma usina nuclear,
esta usina poluía um lago, muito importante, como inúmeras espécies raras de
peixes. Uma garota muito jovem descobre, cria um texto criticando a usina e
envia para o jornal da cidade. O tempo passa, um mês, dois meses, e nada do
jornal publicar o texto, ou no mínimo uma resposta para a garotinha, cansada de
esperar a garotinha decide investigar o jornal para saber o que aconteceu e
descobre que o dono da usina, um homem muito cruel, comprou o jornal e disse
que não iria publicar o texto. Ao voltar pra casa encontra a nova edição do
jornal, que dizia que "a usina ajuda o meio ambiente”, todas as pessoas na
cidade compram o jornal e acreditam fielmente no que estão lendo. A garotinha
fica desconsolada, se tranca no quarto e começa a chorar, seu pai ao ver aquilo
decide tomar uma atitude, pega o texto e publica em um jornal próprio
intitulado "jornal da garotinha", as pessoas aos poucos começam a
ler, mas o mais importante é que todos começam a criar o próprio jornal, com
suas próprias versões da história, surge o "jornal do zé",
"jornal da Maria" enfim a informação não estava mais monopolizada,
todos com o tempo souberam da poluição no lago e mais importante a informação
não está mais monopolizada na mão do homem cruel da usina"
A história acima foi baseada em Os Simpsons, alias um desenho que pode
nos contar muito sobre a sociedade, mas será que o exemplo acima pode ser usado
em algum contexto da sociedade atual? Bom este blog é um exemplo que sim! aliás
a internet é um exemplo de como essa história do desenho pode se tornar real.
Quando um tema surge na mídia, desde aborto, feminismo, casamento gay, eleições,
pena de morte, enfim qualquer tema que aparece na mídia viraliza na internet,
surgem como alguns brincam, inúmeros "especialistas" sobre assuntos
que usam das redes sociais para divulgar suas inúteis opiniões. Eu sei que isto muitas vezes incomoda, ver
pessoas comentando sobre todos os assuntos mesmo sem intender, acredito que
devemos ter em certos assuntos, especialmente nos polêmicos uma certa cautela,
tentar ouvir alguns jornalistas mais bem conceituados, do que simplesmente
vomitar achismos, no entanto é fantástico o fato de que todos estão dando sua
opinião (por mais que em suma seja opinião inútil) pois assim a divulgação de
informação não fica monopolizada, assim a maior inimiga da mídia se torna a
mídia, a concorrência, o debate de ideias e opinião, enfim hoje todo o
tema polêmico se torna um ponto de vista de inúmeras pessoas ao invés de
simplesmente um divulgador ou uma referência de opinião.
Ao olharmos a história podemos dizer que a mídia surgiu na revolução
francesa, e um símbolo marcante da mídia na história o jornalista Jean-Paul
Marat, que durante a revolução dedurava as pessoas levando muitos para a
guilhotina. Qual era o grande problema da época de Marat? o fato de que ele, e
somente ele divulgava a informação. Se houvesse outras pessoas divulgando informações,
pós e contras, ou seja se houvesse outros jornais a situação seria diferente,
as pessoas poderiam se defender, argumentar, mas como a informação ficou
concentrada em um só cara, a vontade dele se tornou a voz do povo.
Esse problema de monopolização ganhou outra cara nos países do século 20
e 21, o estado. Na união soviética, Coréia do norte, Cuba o problema é óbvio! o
estado faz suas cagadas ou escândalos de corrupção e a mídia sendo do governo
não divulga pra população, ou divulga de forma positiva. Em qualquer ditadura
esse problema se repetia, na ditadura do Brasil por exemplo a mídia era
censurada e as torturas não eram divulgadas (imagine quantos escândalos
possivelmente ocorreram em Brasília naquela época e ninguém divulgou), mas hoje
em dia as coisas estão razoavelmente diferentes, a mídia de forma tímida ainda,
ataca o governo, mas o mesmo ainda tenta controla-la de alguma forma, com
besteiras do tipo "regulamentação econômica da mídia" lembre-se a
mídia é a voz da população, não podemos ter apenas um grupo de burocratas
falando, devemos ter milhares opinando por mais que seja besteiras, lembre-se o
ideal é que todos falem.
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